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	<title>Cine Acaso</title>
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	<description>Onde assiste-se aleatoriamente em doses quíntuplas.</description>
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		<title>Cine Acaso</title>
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		<title>Pílula</title>
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		<pubDate>Wed, 14 Sep 2011 02:13:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Thiago Oliveira</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cinema]]></category>

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		<description><![CDATA[Às vezes esqueço que sou da terra dos hércules quasímodos E se tenho a corcunda, também posso ter a força Recorro a este atavismo para aliviar o rancor: Do sol que me oprime Da cidade e suas distâncias escrotas Dos co cidadãos e sua sujeira O cotidiano me chateia com suas demandas: Resiliência energia coragem [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=cineacaso.wordpress.com&amp;blog=9333496&amp;post=148&amp;subd=cineacaso&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Às vezes esqueço que sou da terra dos hércules quasímodos</p>
<p>E se tenho a corcunda, também posso ter a força</p>
<p>Recorro a este atavismo para aliviar o rancor:</p>
<p>Do sol que me oprime</p>
<p>Da cidade e suas distâncias escrotas</p>
<p>Dos co cidadãos e sua sujeira</p>
<p>O cotidiano me chateia com suas demandas:</p>
<p>Resiliência energia coragem</p>
<p>Na maior parte do tempo queria entrar numa bolha e sentir-me confortável</p>
<p>Sei que não posso</p>
<p>Não há bolhas no sertão</p>
<p>Elas não sobrevivem à crueza</p>
<p>Nem aos espetos de cabeças de frade</p>
<p>Ou cornos que adornam paredes desgastadas</p>
<p>&#8220;Uma roça mal cuidada&#8221; descreve a imagem na cabeça</p>
<p>Cuidar do seu jardim, uma porra!</p>
<p>Cada qual que are sua terra</p>
<p>Não quero ser um severino para sempre</p>
<p>Eu não vou, ascenderei ao céus dos cavalcantis</p>
<p>E comerei quantos preás quiser</p>
<p>Cachorro &#8211; mamífero de açude &#8211; que morre sonhando</p>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 500px"><img class=" " src="http://i1.r7.com/data/files/2C92/94A4/2B68/1EF0/012B/7795/AA00/415B/casar%C3%A3o%20pega%20fogo%20salvador%20700x525.jpg" alt="" width="490" height="368" /><p class="wp-caption-text">&quot;o diabo na rua, no meio do redemoinho&quot;</p></div>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/cineacaso.wordpress.com/148/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/cineacaso.wordpress.com/148/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/cineacaso.wordpress.com/148/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/cineacaso.wordpress.com/148/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/cineacaso.wordpress.com/148/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/cineacaso.wordpress.com/148/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/cineacaso.wordpress.com/148/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/cineacaso.wordpress.com/148/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/cineacaso.wordpress.com/148/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/cineacaso.wordpress.com/148/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/cineacaso.wordpress.com/148/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/cineacaso.wordpress.com/148/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/cineacaso.wordpress.com/148/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/cineacaso.wordpress.com/148/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=cineacaso.wordpress.com&amp;blog=9333496&amp;post=148&amp;subd=cineacaso&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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			<media:title type="html">tzhiago</media:title>
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		<title>The Kaiser Is Wiser</title>
		<link>http://cineacaso.wordpress.com/2011/09/11/the-kaiser-is-wiser/</link>
		<comments>http://cineacaso.wordpress.com/2011/09/11/the-kaiser-is-wiser/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 12 Sep 2011 01:38:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Thiago Oliveira</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cinema]]></category>

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		<description><![CDATA[Eu adoro esta frase-titulo. Adoro sua sonoridade, e queria ter sido seu criador. Mas algum jornalista tirou de sua cartola para descrever Karl Lagerfeld.  E porque esta frase ficou gravada ao invés de todas que já li sobre múltiplas psicologias me faz pensar loucamente quando descanso a cabeça (mas não o cérebro). Eu adoro humanos, [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=cineacaso.wordpress.com&amp;blog=9333496&amp;post=143&amp;subd=cineacaso&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Eu adoro esta frase-titulo. Adoro sua sonoridade, e queria ter sido seu criador. Mas algum jornalista tirou de sua cartola para descrever Karl Lagerfeld.  E porque esta frase ficou gravada ao invés de todas que já li sobre múltiplas psicologias me faz pensar loucamente quando descanso a cabeça (mas não o cérebro).</p>
<p>Eu adoro humanos, adoro seus comportamentos, e gostaria de saber porque eles se comportam como se comportam. Porém, por maior que seja meu interesse, a psicologia é chata. E inconsistente. E recheada de gente chata. Obviamente, eu amo minhas &#8211; já que <em>elas</em> são a maioria-  colegas, mas há algo que me diferencia radicalmente delas. É uma questão de identidade, acredito, porque basicamente eu não me importo muito com os processos humanos, eu gosto mesmo é dos produtos.</p>
<p>Criatividade (processo), por exemplo, é um tema interessante, mas meus olhos brilham quando penso/discuto/assisto um filme inovador, um clipe inusitado, um comercial sensacional&#8230; adoecimento, enlutamento, crescimento de semestre em semestre fui envelhecendo, talvez mais sábio, mas não menos sedento. Poderia ter reconhecido antes e largado meu curso, mas essa opção não está mais posta. E, sendo assim, o que fazer quando <em>o fim</em> chegar?</p>
<p>Eu gostaria de ter a visão e os recursos de pensar no futuro em termos de carreira. Pensar a vida em termos de profissão é tão medíocre. E foi por conta desta percepção que estou passando por isso. Eu realmente não quero entrar na seara &#8220;influência de meus pais&#8221; x &#8220;decisões bobas que fiz&#8221;. Todo pai que preste se mete na vida dos filhos, e estes vão ser afetados por isso. Minha história tem peso sim no meu presente. Mas porque discutí-la aqui, se estou pensando em soluções?</p>
<p>Por isso estou sonhando com a possibilidade de ser trainee. Honestamente, neste ponto de minha vida, seria trainee de qualquer empresa grande, em qualquer ligar do país, em qualquer segmento de negócios, por qualquer salário. Sei que isto é uma atitude desesperada que não combina com o perfil de quem realmente passa neste tipo de programa: candidatos sérios se dedicam a processos trainees de empresas específicas com as quais eles se identificam e das quais gostariam de trabalhar.</p>
<p>Acontece que candidatos a trainee tem prazo de validade: 2 anos até depois da formatura. E será que tenho o que grandes cias buscam? Julgando pelo (in)sucesso em processos seletivos de empresinhas de Salvador, acredito que<del> provavelmente não</del> sim. Tenho que manter uma atitude positiva se quiser seguir em frente. Um trainee não tem perfil de perdedor, seja lá qual for a cia que vá trabalhar.</p>
<p>Eu queria mesmo ser perfeito, para iss acredito que:</p>
<p>1. deveria ter feito estágio em pelo uma organização por um período de 12 meses. melhor se não fosse uma organização de pequeno porte. (é um saco ser um ninguém numa empresa com a qual ninguém se importa, não aguento mais isso, só quero saber de ser um big shot numa real deal company hehehehehe)</p>
<p>2. deveria ter passado, ao menos, 6 meses em outro páis (mas dinheiro, planejamento cadê?<a href="http://www.youtube.com/watch?v=1NC8jguBwb4" target="_blank"> if i could turn back time </a>esta teria sido a prioridade de todo dinehiro que eu conseguisse levantar. talvez ano que vem, quando eu tiver um emprego).</p>
<p>3. deveria ter um inglês excelente (minha instrução formal na lingua foi meio podre, até que me saio bem considerando isto).</p>
<p>4. deveria arranhar algum segundo idioma</p>
<p>E AÍ, VELHO? comofas tudo isso em 2 anos e poucos recursos? tenho que dar um jeito. mas você pode deixar sua contibuição na caixinha de sugestões (ou em minha conta bancária) .</p>
<p>&nbsp;</p>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 413px"><img class="  " src="http://www.revistacatarina.com.br/2011/wp-content/uploads/2011/01/karl-lagerfeld-coca-cola-light-bottle1-560x373.jpg" alt="" width="403" height="269" /><p class="wp-caption-text">como a terra sorvendo a água/ o cotidiano degenera os sonhos/ se todas as garrafas guardassem um gênio/ iria eu escalar minhas montanhas?/ o tempo também é fluído/ e embora escorra e degenere-se, não pode ser engarrrafado/ logo não é um sábio ou fazedor de mágicas/ eu devo sê-lo</p></div>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/cineacaso.wordpress.com/143/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/cineacaso.wordpress.com/143/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/cineacaso.wordpress.com/143/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/cineacaso.wordpress.com/143/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/cineacaso.wordpress.com/143/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/cineacaso.wordpress.com/143/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/cineacaso.wordpress.com/143/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/cineacaso.wordpress.com/143/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/cineacaso.wordpress.com/143/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/cineacaso.wordpress.com/143/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/cineacaso.wordpress.com/143/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/cineacaso.wordpress.com/143/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/cineacaso.wordpress.com/143/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/cineacaso.wordpress.com/143/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=cineacaso.wordpress.com&amp;blog=9333496&amp;post=143&amp;subd=cineacaso&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Conversa de modelo</title>
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		<pubDate>Fri, 02 Sep 2011 13:06:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Thiago Oliveira</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cinema]]></category>

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		<description><![CDATA[A garota perdeu o ano E passou o dia todo procurando-o Comeu todas as unhas Deixou-se digerir pelo próprio estômago Adicionando culpa à sua massa Perguntou à sua colega de quarto: &#8220;Cadê a magreza que estava aqui?&#8221; &#8220;Você comeu&#8221;, ouviu como resposta Olhou-se no espelho em busca de alento Mas sorriu-lhe o terror Partiu para [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=cineacaso.wordpress.com&amp;blog=9333496&amp;post=131&amp;subd=cineacaso&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A garota perdeu o ano<br />
E passou o dia todo procurando-o<br />
Comeu todas as unhas<br />
Deixou-se digerir pelo próprio estômago<br />
Adicionando culpa à sua massa<br />
Perguntou à sua colega de quarto:<br />
&#8220;Cadê a magreza que estava aqui?&#8221;<br />
&#8220;Você comeu&#8221;, ouviu como resposta<br />
Olhou-se no espelho em busca de alento<br />
Mas sorriu-lhe o terror<br />
Partiu para a oficina:<br />
Garras postiças, rubor em pó<br />
Desidratou-se de tanta drenagem<br />
Não contava, porém, com um linfoma<br />
Raspou a cabeça, pintou os lábios<br />
E foi à passarela<br />
Afinal, o que ela poderia fazer?<br />
O PETA estaria lá, e eles não podem vencer!</p>
<div id="attachment_139" class="wp-caption aligncenter" style="width: 366px"><a href="http://cineacaso.files.wordpress.com/2011/08/daviddowntonillustrations1.jpg"><img src="http://cineacaso.files.wordpress.com/2011/08/daviddowntonillustrations1.jpg?w=450" alt="" title="David+Downton+Illustrations+1"   class="size-full wp-image-139" /></a><p class="wp-caption-text">Ilustração por  David Downton.</p></div>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/cineacaso.wordpress.com/131/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/cineacaso.wordpress.com/131/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/cineacaso.wordpress.com/131/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/cineacaso.wordpress.com/131/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/cineacaso.wordpress.com/131/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/cineacaso.wordpress.com/131/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/cineacaso.wordpress.com/131/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/cineacaso.wordpress.com/131/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/cineacaso.wordpress.com/131/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/cineacaso.wordpress.com/131/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/cineacaso.wordpress.com/131/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/cineacaso.wordpress.com/131/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/cineacaso.wordpress.com/131/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/cineacaso.wordpress.com/131/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=cineacaso.wordpress.com&amp;blog=9333496&amp;post=131&amp;subd=cineacaso&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		</media:content>

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	</item>
		<item>
		<title>Money Makes the World Go Around</title>
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		<pubDate>Wed, 03 Aug 2011 20:33:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Thiago Oliveira</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[Às vezes, eu penso tanto que esqueço da vida real. Por isso é dificil manter uma regularidade nas postagens, porque quase sempre pensar me basta. E pior (?), leva meu tempo embora. Um grande ímã de horas esta minha cabeça. Estava indo ao banco fazer uma pagamento com &#8220;Money Money&#8221;, do ABBA, ecoando entre meus [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=cineacaso.wordpress.com&amp;blog=9333496&amp;post=132&amp;subd=cineacaso&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Às vezes, eu penso tanto que esqueço da vida real. Por isso é dificil manter uma regularidade nas postagens, porque quase sempre pensar me basta. E pior (?), leva meu tempo embora. Um grande ímã de horas esta minha cabeça.</p>
<p>Estava indo ao banco fazer uma pagamento com &#8220;Money Money&#8221;, do ABBA, ecoando entre meus ouvidos. Fiquei refletindo e lembrando da vida de Meryl Streep em <em>Mamma Mia</em>, quando dei com a seguinte conclusão: &#8220;Money Money&#8221; está para meus vinte e poucos, como &#8220;Dancing Queen&#8221; esteve para meus 15 anos.</p>
<p>Lembro de assistir <em>O Casamento de Muriel</em>  de madrugada no extinto Telecine Fun, e chorar de rir com o destino da protagonista. Isolada no interior da Austrália, com um pai opressor, uma mãe deprimida e irmãos imbecis. O clima em casa, claro, não era bom. E Muriel escapava dessa vida sonhando com um lindo marido e ouvindo as músicas do ABBA. Até ver o filme, eu só conhecia &#8220;Dancing Queen&#8221;, mas era cego -ou surdo &#8211; para suas qualidades. Achava engraçada e só. Bem, o filme meio que deu mais graça à canção, porém deu mais sentido também. Muriel foi uma personagem com a qual me identifiquei fortemente. Éramos ambos sonhadores, ingênuos um tanto cretinos. Nós dois sabiamos que éramos ordinários e tristes, mas nada que um aliviozinho qualquer não pudesse ajudar. Enquanto ela ouvia ABBA, eu tinha amigos e um relacionamento no The Sims 2. Eventualmente, enquanto o filme rola, Muriel percebe que precisa por seus pés, ou ao menos seus dedões, no chão. E que é inúltil chorar as dores do crescimento. Ela desiste de alguns planos malucos, mas não volta à vida antiga.</p>
<div id="attachment_134" class="wp-caption aligncenter" style="width: 460px"><a href="http://cineacaso.files.wordpress.com/2011/08/muriel.jpg"><img class="size-full wp-image-134" title="muriel" src="http://cineacaso.files.wordpress.com/2011/08/muriel.jpg?w=450&#038;h=271" alt="" width="450" height="271" /></a><p class="wp-caption-text">Muriel em seu vestido. Nem sempre os dias mais importantes são os mais felizes.</p></div>
<p>Sete anos mais velho, ainda não matei a Muriel em mim. Sinto que ela morre aos poucos, à medida que o tempo passa e encaro as dificuldades que estão por vim. Achava que tudo seria fácil e cairia do céu. Ainda espero que isso aconteça, mas reconheço a improbabilidade. Não há dia que passe sem que imagine uma solução mágica a todos meus problemas. A questão que realmente marca meu momento atual é a pressa. Uma maldita urgência de ter, fazer, possuir, conseguir. Se tivesse um meio de conquistar o mundo, já teria feito isto. Mas vontade não levou-me a lugar algum. Algo sempre me escapa: o pagamento. E então &#8220;money money money if i had a little money&#8221; começa a tocar num loop eterno.</p>
<p>É difícil olhar adiante, contar apenas com o esforço individual para sustentar esperanças&#8230; dificílimo assumir que uma parte (grande) de minha trajetória será baseada em minhas escolhas. É preciso balancear estes elementos e aceitar que o que posso fazer tem um limite. É dentro destas linhas, destas fronteiras que devo operar pois as condições perfeitas provavelmente jamais serão parte da realidade. É um soco no estômago que me dou todos os dias. Às vezes dói mais, noutras a adrenalina disfarça e a vida segue. Eu só queria mesmo que a rádio ABBA silenciasse ou mudasse de música. &#8220;Money Money&#8221; me faz chorar.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/cineacaso.wordpress.com/132/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/cineacaso.wordpress.com/132/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/cineacaso.wordpress.com/132/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/cineacaso.wordpress.com/132/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/cineacaso.wordpress.com/132/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/cineacaso.wordpress.com/132/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/cineacaso.wordpress.com/132/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/cineacaso.wordpress.com/132/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/cineacaso.wordpress.com/132/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/cineacaso.wordpress.com/132/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/cineacaso.wordpress.com/132/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/cineacaso.wordpress.com/132/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/cineacaso.wordpress.com/132/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/cineacaso.wordpress.com/132/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=cineacaso.wordpress.com&amp;blog=9333496&amp;post=132&amp;subd=cineacaso&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Menos dois tijolos: Scoop e A Última Noite de Boris Grushenko</title>
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		<pubDate>Sun, 01 May 2011 23:20:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Thiago Oliveira</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cinema]]></category>

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		<description><![CDATA[Meses atrás eu assumi a tarefa de ver todos os filmes de Woody Allen inéditos para mim, mas o maior desafio é superar minha preguiça de escrever aqui. Quando eu assisto aos filmes, meu cérebro formiga, eu quase sinto as palavras saindo de meus dedos. Mas é [quase] sempre  noite e eu estou com sono&#8230; [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=cineacaso.wordpress.com&amp;blog=9333496&amp;post=120&amp;subd=cineacaso&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Meses atrás eu assumi a tarefa de ver todos os filmes de Woody Allen inéditos para mim, mas o maior desafio é superar minha preguiça de escrever aqui. Quando eu assisto aos filmes, meu cérebro formiga, eu quase sinto as palavras saindo de meus dedos. Mas é [quase] sempre  noite e eu estou com sono&#8230; Aí os dias passam, eu me sinto culpado, embora só eu vá ler o<em> post</em>, e tudo se torna uma grande preguiça.</p>
<p>Nem lembro há quantas semanas vi &#8220;A Ultima Noite de Boris Grushenko&#8221; (<em>Love and Death</em>, Estados Unidos, 1975) e &#8220;Scoop -  O Grande Furo&#8221; (<em>Scoop</em>, Inglaterra/Estados Unidos, 2006), mas posso afirmar que os dois são bons filmes e foram dirigidos em épocas bem diferentes da carreira de Allen.</p>
<p>Boris Grushenko (Woody Allen) é o personagem titulo de uma parodia dos grandes novelistas russos. Pela primeira vez &#8211; e penso que ultima &#8211; Allen interpreta um não americano e não judeu. Porém, isto não importa muito porque Boris é igual a seus outros personagens: desajeitado, afobado, neurótico, extremamente preocupado com a morte e apaixonado por lindas mulheres. Boris é também um covarde, mas quando a Rússia é invadida por Napoleão ele junta-se ao exercito nacional, compelido por sua família, claro. Uma vez no campo de batalha, Boris torna-se um herói por acaso (impossível não lembrar de &#8220;Bananas&#8221;, no qual o protagonista torna-se líder de uma revolução sem querer) sendo levado a Moscou. Lá, Boris reencontra Sonja (Diane Keaton), uma prima pela qual é apaixonado e com quem trava discussões filosóficas sobre amor e a finitude. (Aliás, &#8220;Amor e Morte &#8221; é o titulo original, muito mais acessível e adequado do filme). A relação entre o casal não é o que poderíamos chamar de amorosa, Sonja desejava casar com o irmão de Boris, mas ao ser preterida por este casou-se com um homem muito mais velho. Deu-lhe vários cornos e assistiu sua morte. Acabou casando-se com nosso anti herói depois deste quase morrer num duelo. Com o enlace dos dois, a trama passa a girar em torno de ambicioso plano do casal: matar Napoleão. Na verdade, Sonja é a cabeça do plano e terminar por empurrar o marido em direção ao seu destino final. (SPOILER mini) <span style="color:#c0c0c0;">Mas não seria este, o de todos nós?</span></p>
<div id="attachment_127" class="wp-caption aligncenter" style="width: 454px"><a href="http://cineacaso.files.wordpress.com/2011/05/capturar.jpg"><img class="size-full wp-image-127" title="Capturar" src="http://cineacaso.files.wordpress.com/2011/05/capturar.jpg?w=450" alt=""   /></a><p class="wp-caption-text">Não faço ideia de onde eles tiram essas crianças, mas um pequeno Allen na tela é sempre um prazer. Boris Grushenko mais moço talvez fosse mais engraçado do que sua versão madura.</p></div>
<p>O estilo de &#8220;A Última Noite&#8221; lembra bastante o de &#8220;Bananas&#8221; e &#8220;Tudo que Você Queria Saber Sobre Sexo&#8221;: há uma certo exagero na quantidade de piadas &#8220;pueris&#8221; inseridas ao longo da narrativa.  (Por exemplo, Sonja herda o bigode do falecido irmão de Boris, enquanto a esposa dele fica, literalmente, com suas letras; e cheerleaders torcem pela Rússia no campo de batalha). Embora eu deva admitir que elas não parecem incoerentes como nos outros filmes citados e combinam perfeitamente com o tom deste aqui. Algumas são até muito boas, como o duelo entre Boris e um aristocrata ou quando o narrador nos conta que os protagonista viveram comendo neve por um bom tempo. (Ps: narração em off é um recurso fácil de usar para simplificar tramas e introduzir personagens, em muitos filmes é um apelo para a fraqueza do roteiro ou acaba se tornando uma coisa aborrecida e burra, mas Allen sabe como usá-lo muito bem. Em Boris é perfeito, pois acho que sem a narração o tom de parodia aos escritos russos não seria tão obvia e escrachada, e definitivamente sutileza não era o forte dos primeiros filmes de Allen e nem combina com este aqui). Dando cabo da questão, &#8220;A Última Noite&#8221; é filme divertido e inspirado, um de meus favoritos do diretor. (Sem contar que a dupla Allen &#8211; Keaton é a melhor de todas).</p>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 436px"><img class=" " src="http://25.media.tumblr.com/tumblr_lhr6d33kQv1qzlh4io1_500.jpg" alt="" width="426" height="342" /><p class="wp-caption-text">Sonja, em uma de suas belas conclusões. Keaton era realmente linda, quando jovem (não que seja um monstro agora).</p></div>
<p>Já &#8220;Scoop&#8221; é o segundo filme da &#8220;fase europeia&#8221;  de Allen, lançado na esteira do quase trágico &#8220;Match Point&#8221; e igualmente com locações londrinas e Scarlett Johansson<em></em> no papel central. Ao contrário de seu predecessor, contudo, este aqui é uma comédia. Minha teoria é que Allen o escreveu apenas para contracenar com sua nova musa e se divertir. Johansson passou meses declarando a imprensa que Allen era sexy, que relação deles era maravilhosa e tal, e o filme prova que os dois funcionam muito bem juntos.</p>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 444px"><img class=" " src="http://www.iheartthat.com/wp-content/uploads/2006/07/scarlett_scoop.jpg" alt="" width="434" height="698" /><p class="wp-caption-text">Scarlett Johansson numa exibição de &quot;Scoop&quot; em Nova York. Para facilitar o trabalho dos despeitados, aviso que ela está com uma espinha na bochecha esquerda.</p></div>
<p>Johansson faz seu papel usual: garota inspirada e sensível, exilada de seu lar  e a mercê de seu dedo podre (?) para homens. Para ser justo com ela, até que seus papéis de sucesso foram bastante diferentes entre si considerando tais semelhanças. (E a podridão de seu dedo é questionável porque nem todos os escolhidos eram malignos, só não lhe deram um final feliz). Na película em questão, ela interpreta  Sondra Pransky, uma estudante de jornalismo americana que vai a Londres com ambição de realizar uma grande matéria. Não apenas seu nome é estranho, como sua caracterização tenta convencer que ela uma nerd levemente atrapalhada. Johansson, claro, é bonita demais para bancar a versão feminina de Allen, mas sua beleza será importante para a trama e ela se sai bem no papel.</p>
<p>Bem&#8230;</p>
<p>Sondra vai a um show de mágica conduzido por Sid Waterman (Woody Allen), ao participar de um truque de desaparecimento, ela conhece o espírito de Joe Strambel (Ian McShane). O também jornalista é um recém defunto, e pretende dar seu último furo do além: ao que parece Peter Lyman (Hugh Jackman), um charmoso e rico solteiro é o <em>serial killer</em> conhecido como &#8220;o assassino das cartas de tarô&#8221; (ou algo muito próximo a isto). Caberá, então a Sondra resolver o mistério e publicá-lo, mas não sem dividir os méritos com sua &#8220;fonte de inspiração&#8221;. Ela e Waterman passam a trabalhar juntos para fisgar Lyman. Durente a empreitada, a mocinha apaixona-se por ele arriscando sua manchete e, talvez, a sua vida. A morte &#8211; tema recorrente nos filmes do diretor &#8211; de novo é fonte de inquietação para o personagem de Allen, mas de uma maneira divertida. curioso que seja assim também em &#8220;A Última Noite&#8221;. E que em ambos, tenhamos a chance de ver o que ocorre quando ela dá lugar a vida. [Nada como a realidade mágica de Allen].</p>
<p>Como disse antes, Allen e Johansson trabalham muito bem juntos, e Hugh Jakcman é muito bonito. Entretanto não se pode dizer muito mais sobre o filme, em resumo é isto que &#8220;Scoop&#8221; tem a oferecer. É bom entretenimento, mas passa longe de ser particularmente memorável (ou resenhável, que seja).</p>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 432px"><img class=" " src="http://i.ytimg.com/vi/E9kZNClIMHM/0.jpg" alt="" width="422" height="317" /><p class="wp-caption-text">Imagem de péssima qualidade, mas é disso que estou falando.</p></div>
<p>Enfim, os próximos da lista serão: &#8220;Igual a Tudo na Vida&#8221;, &#8220;Desconstruindo Harry&#8221; e &#8220;O Sonho de Cassandra&#8221;. Espero me gostar (e me surpreender) com todos.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/cineacaso.wordpress.com/120/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/cineacaso.wordpress.com/120/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/cineacaso.wordpress.com/120/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/cineacaso.wordpress.com/120/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/cineacaso.wordpress.com/120/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/cineacaso.wordpress.com/120/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/cineacaso.wordpress.com/120/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/cineacaso.wordpress.com/120/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/cineacaso.wordpress.com/120/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/cineacaso.wordpress.com/120/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/cineacaso.wordpress.com/120/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/cineacaso.wordpress.com/120/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/cineacaso.wordpress.com/120/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/cineacaso.wordpress.com/120/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=cineacaso.wordpress.com&amp;blog=9333496&amp;post=120&amp;subd=cineacaso&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Descontruindo Woody Allen</title>
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		<pubDate>Tue, 01 Feb 2011 06:23:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Thiago Oliveira</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Diretores]]></category>
		<category><![CDATA[Woody Allen]]></category>

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		<description><![CDATA[Talvez o título do post engane seu leitor e não seja adequado às intenções do autor. O que este gostaria de dizer é que ama o trabalho de Allen e em 2011 pretende assistir a todos os filmes desse diretor que ainda não viu. E, de lambujem, escrever a respeito aqui no blog. O primeiro [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=cineacaso.wordpress.com&amp;blog=9333496&amp;post=108&amp;subd=cineacaso&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Talvez o título do post engane seu leitor e não seja adequado às intenções do autor. O que este gostaria de dizer é que ama o trabalho de Allen e em 2011 pretende assistir a todos os filmes desse diretor que ainda não viu. E, de lambujem, escrever a respeito aqui no blog.</p>
<p>O primeiro filme de Allen que vi, foi &#8220;Poderosa Afrodite&#8221; (<em>Mighty Aphrodite</em>, 1995) em 2004. Lembro-me de achar a personagem de Mira Sorvino &#8211; uma prostituta ingênua, loira e burra &#8211; super divertida, enquanto o próprio Allen um pé no saco. Digo o próprio Allen e não seu personagem, porque neste filme, como em muitos outros, ele interpreta uma versão de si: um judeu de meia idade, inseguro, cheio de tiques e com uma boa dose de neuroiticismo.</p>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 230px"><img src="http://www.cbc.ca/gfx/images/arts/photos/2009/02/17/arts_oscarcurse2_220.jpg" alt="" width="220" height="341" /><p class="wp-caption-text">Mira Sorvino: uma das vítimas da maldição do Oscar de melhor atriz coadjuvante. Este foi seu único expressivo papel. </p></div>
<p>Demorou um tempo para que eu engolisse Allen. Mas do que isso, foram necessários &#8220;O Escorpião de Jade&#8221; (<em>The Curse of the Jade Scorpion</em>, 2001), &#8220;Trapaceiros&#8221; (<em>Small Time Crooks</em>, 2000), &#8220;Poucas e Boas&#8221; (<em>Sweet and Lowdown</em>), &#8220;Maridos e Esposas&#8221; (<em>Husbands and Wives</em>, 1992), &#8220;Simplesmente Alice&#8221; (Alice, 1990), <strong> </strong>&#8221;  									Crimes e Pecados&#8221; (<em>Crimes and Misdemeanors</em>, 1989), <strong> </strong>&#8221;  									A Era do Rádio&#8221; (<em>Radio Days</em>, 1987), &#8220;<strong> </strong> Hannah e Suas Irmãs&#8221; (<em>Hannah And Her Sisters</em>, 1986), <strong> </strong>&#8221;  									A Rosa Púrpura do Cairo&#8221; (<em>The Purple Rose of Cairo</em>, 1985), &#8220;Zelig&#8221; (<em>Zelig</em>, 1983), &#8220;Interiores&#8221; (<em> Interiors, </em>1978) e &#8220;Noivo Neurótico, Noiva Nervosa&#8221; (<em>Annie Hall</em>, 1977).</p>
<p>Todos estes eu vi ainda no colegial, não necessariamente nesta ordem. Alguns eu odiei (&#8220;Jade&#8221;, &#8220;Trapaceiros&#8221;), outros eu achava que não tinha gostado, mas não tinha maturidade (&#8220;Hannah&#8221;, &#8220;Noivo Neurótico&#8221;). Porém foi a genialidade de &#8220;Crimes e Pecados&#8221;, &#8220;A Era do Rádio&#8221; e &#8220;Zelig&#8221; que realmente me cativaram e motivaram meu interesse na obra desse grande artista.</p>
<p>Allen tem uma carreira bastante produtiva, são 41 filmes, enquanto diretor, em 44 anos. Seus primeiros filmes, como &#8220;Bananas&#8221; (<em>Bananas</em>, 1971) e &#8220;Tudo que Você Queria Saber Sobre Sexo e Tinha Medo de Perguntar&#8221; (<em>Every Thing You Always Wanted to Know About Sex  But Where Afraid to Ask, </em>1972) são bastante escrachados. Ambos tratam com pesada ironia temas importantes como sexualidade e política. Além disso, em ambos, Allen atravessa uma série de situações improváveis e supostamente engraçadas. O resultado são duas tentivas desesperadas de fazer rir. Porém, não de toda negativa. O deboche é uma grande marca de Allen. Especialmente quando dirigido aos próprios personagens que interpreta. E ao mundo que conhece: judeus, intelectuais e famílias de Nova York.</p>
<p>E dando maior crédito a &#8220;Bananas&#8221; e &#8220;Tudo que Você Queria&#8221;, estes não são filmes realmente autorais de Allen. Foram quase experimentos de um jovem diretor. Pode-se perceber, por exemplo, a influência das rotinas dos &#8220;Três Patetas&#8221; ou dos roteiros de Chaplin em diversas situações e cenas. Como na que alçado à condição de guerrilheiro, o ordinário personagem de Allen é incumbido de providenciar comida para as tropas e resolve comprá-las numa mercearia.</p>
<p>A próxima fase de seu trabalho é muito mais interessante, é no fim dos anos 70 que Allen dirige dois de seus filmes mais aclamados: &#8220;Noivo Neurótico, Noiva Nervosa&#8221; e &#8220;Manhattan&#8221; (<em>Manhattan</em>, 1979). Nestes, apesar do humor e da ironia prevalecerem como marca, o diretor Allen assume um tom mais intimista, debruçando-se sobre as relações humanas e os desenlaces amorosos. O ator não evolui tanto, de fato, continua o mesmo, ainda que mais contido devido ao tom das tramas. O protagonista, contudo, está em seu ápice: Allen se expõe ao público em toda sua humanidade, falhas, manias e graça. Esteticamente, é nesta época que o diretor se define, a partir daqui, e durante muito tempo, seus filmes terão a mesma apresentação, os mesmos créditos, e elencos e trilha sonoras muito próximas. Se eu tivesse que escolher, apontaria &#8220;Manhattan&#8221; como seu melhor trabalho, enquanto diretor, porém &#8220;Noivo Neurótico&#8221; como melhor filme.</p>
<p>&#8220;Zelig&#8221; foi seu primeiro filme, depois do desastroso e realmente bobo, &#8220;Sonhos Eróticos Numa Noite de Verão&#8221; (<em>A Midsummer Night&#8217;s Sex Comedy</em>, 1982). Com ele, Allen retoma o <em>mockumentary</em> (como em &#8220;Tudo que Você Queria&#8221;), porém dessa vez o resultado é incrível. Tudo em &#8220;Zelig&#8221; funciona bem: direção, roteiro, edição, trilha sonora, o humor delicado, a fina ironia, e, de novo, o estudo da natureza humana e das relações.</p>
<p>&#8220;A Rosa Púrpura do Cairo&#8221; é um de meus favoritos! Como no filme anterior, Allen utiliza magistralmente da metalinguagem para tratar da insegurança dos ordinários, do fascínio das celebridades, e dessa vez [ainda] presta um lindo tributo ao cinema e realiza um lindo conto de esperança em meio à Grande Depressão.</p>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 375px"><img src="http://douglaslain.net/wp-content/uploads/2011/01/feature_497_story.jpg" alt="" width="365" height="320" /><p class="wp-caption-text">Mia Farrow em &quot;A Rosa Púrpura do Cairo&quot;. Essa é, provavelmente, a melhor imagem para representar o filme. Uma imagem de encantamento.</p></div>
<p>&#8220;Hannah e Suas Irmãs&#8221; é uma saga familiar recheada de trocas de parceiros entre a fratelli do título. Impressiona-me que tenha sido uma das maiores bilheterias de seu ano, e da vida de Allen. É um filme leve e bonito, mas não trata de temas fáceis e, certamente, não é um <em>blockbuster</em>. Muitos personagens são importantes aqui e todos tem seus arcos bem desenvolvidos. E não de uma forma que Robert Altman faria. O trabalho de Allen é único.</p>
<p>&#8220;Hannah&#8221; lembra muito &#8220;Interiores&#8221;. A primeira vez que vi esse filme, devia ter 15 anos. E foi uma experiência sofrível, odiei os personagens, achei tedioso e devo ter cochilado algumas vezes. Depois li em algum lugar que &#8220;foi o primeiro filme maduro de Allen&#8221; e que foi um trabalho influenciado por Bergman, notadamente <em>Gritos e Sussurros. </em>Decidi ver o filme de Bergman e o resultado foi traumático. Até hoje nunca me expus novamente ao diretor, e, realmente, não tive prazer algum na única chance que lhe dei.</p>
<p>Poucos dias depois de iniciar este post (estou enrolando a semanas) tive a chance de rever &#8220;Interiores&#8221; e devo dizer que é sensacional. Outro drama familiar: três filhas esmagadas pelo fantasma do casamento de seus pais (especialmente pela mãe castradora e depressiva) tentando sobreviver aos seus próprios problemas maritais e, de quebra, encontrar realização profissional no campo das artes. Não é o tipo de personagem que eu teria simpatia na adolescência, mas agora me arrasam.</p>
<p>E Allen não parece, tampouco, preocupado em torná-los simpáticos. Eles são meio chatos e esnobes mesmo, e tudo ao redor deles é bege e cinzento. A matriarca é tão alienante à sua sua família que é difícil não odiá-la. A única lufada de cor e alegria vem da personagem de Maureen Stapleton, que prefiro não revelar qual papel na trama. E depois de citar alguém do elenco, seria injusto não fazer menção a Geraldine Paige que é incrível no papel da mãe. Observando a cronologia de suas obras, acredito que esse seja o primeiro drama de Allen. Porém, duvido que suas realizações anteriores não mereçam o título de sérias.</p>
<p style="text-align:center;">
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 313px"><img class="    " src="http://media.adorocinema.com/media/film/images/6650/1291928513_interiors.jpg" alt="" width="303" height="471" /><p class="wp-caption-text">Cartaz de &quot;Interiores&quot;, um Allen muito diferente apresenta-se ao público. Onde foram parar as duas primeiras atrizes citadas, só deus sabe - e o imdb, claro.</p></div>
<p>Entre aqueles que eu gostaria de rever, &#8220;A Era do Rádio&#8221; encabeça a lista. Outra vez, Allen presta tributo, dessa vez aos grandes artistas do rádio. A trama gira em torno das lembranças do narrador de sua infância. Mas não posso ir além, porque não lembro da trama. Lembro de Dianne Wiest e Mia Farrow sendo divertidas e da boa impressão boa que me deixaram.</p>
<p>Essa é outra obra de Allen que também rendeu comparações a outro diretor:<em> </em>Federico Fellini, mais especificamente ao seu filme<a href="http://www.google.com.br/url?sa=t&amp;source=web&amp;cd=1&amp;ved=0CB0QFjAA&amp;url=http%3A%2F%2Fpt.wikipedia.org%2Fwiki%2FAmarcord&amp;ei=lG1HTaqiLM6s8Abio72KAg&amp;usg=AFQjCNGBTpZy70Y5rFLSqneCz-58My7Kcg"><em><em> </em></em></a><em><em>Amarcord</em>. </em>Felizmente, tive a sorte de ver os dois filmes antes de conhecer a comparação e ambos são muitos mais &#8220;acessíveis&#8221; do que &#8220;Gritos e Sussurros<em>&#8220;. </em>Então, eu não fiquei preocupado em compreender algo que estava além do que podia. Com certeza, o clima de nostalgia é o que marca  &#8220;Amarcord&#8221; e &#8220;A Era do Rádio&#8221;. E em meio a lembranças tão remotas, o pouco que recordo do filme italiano é como os garotos ficam loucos pela voluptuosa dona do armazém, em &#8220;A Era do Rádio&#8221;, o jovem protagonista e seus colegas passam pelo mesmo quando admiram a professora nua através de uma janela.</p>
<p>&#8220;Crimes e Pecados&#8221; é outra aventura, bem sucedida, de Allen no território do drama. Este deveria estar no topo de minha lista das revisitas, porque é o que lembro menos. Embora tenha gostado na época.</p>
<p>&#8220;Simplesmente Alice&#8221; é um filme pequeno em suas intenções e em sua repercursão. A protagonista é uma dona de casa entediada em meio a um casamento ruim. E em como &#8220;A Rosa Púrpura&#8221;, e com um pouco de &#8220;magia&#8221; sua vida finalmente pode mudar. Alice conhece um boticário que através de ervas misteriosas lhe confere poderes como ficar invisível. Assim, ele reencontra um antigo namorado e passa a ter um tempo para si. Contudo, o que ela precisa é encontrar a si mesma. Apesar da semelhança na trama, o resultado não é tão bom quanto em &#8220;A Rosa Púrpura&#8221;. A sensação é de um saque de vôlei que acerta a rede.</p>
<p>&#8220;Neblinas e Sombras&#8221; eu vi recentemente. Allen merece crédito por tentar fazer algo diferente, a história se passa numa pequena vila europeia, na qual o personagem de Allen é acusado de uma série de assassinatos. Todas as vítimas eram prostitutas, e por um acaso, a mocinha acaba de deitar-se com um homem por dinheiro. Ele não é um psicopata e ela não é uma puta. Os dois se encontram e a trama move-se em torno de suas desventuras. A fotografia é linda. E é uma chance rara de ver Allen trabalhar com Madonna e Jodie Foster, mas seus papeis são bem pequenos e não compensam. Como em &#8220;Bananas&#8221; parece que o diretor está forçando demais no humor e todos os personagens são entediantes.</p>
<p>&#8220;Maridos e Esposas&#8221; é uma daqueles filmes que se beneficiam pelo <em>timing</em> de seu lançamento. Envolve conflitos maritais e traição mais uma vez. Uma das personagens envolve-se com um homem mais velho e uma das esposas entra em parafuso, e é apenas disso que lembro. Grande parte do apelo deste filme, é o fato de ter sido lançado em meio às confusões do divórcio do diretor com sua companheiro de longo tempo Mia Farrow. Definitivamente tenho que vê-lo de novo, mas não espero nada demais.</p>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 410px"><img src="http://im.rediff.com/movies/2009/may/12slide5.jpg" alt="" width="400" height="328" /><p class="wp-caption-text">Em 1997, Allen finalmente separou-se de Mia Farrow. Em 1992, a relação do casal desmoronou quando ela descobriu o romance entre ele e Soon-Yi Previn, uma das filhas adotivas dela. O escândalo foi largamente explorado pela mídia. Allen é casado com Soon-Yi até os dias de hoje. E Mia Farrow, coitada,  nunca mais atuou em bons filmes.</p></div>
<p>Depois de um longo período sem boa recepção da crítica, Allen  ganhou-lhes um pouco de amor com &#8220;Poucas e Boas&#8221;. Allen é um amante do  jazz, e este filme gira em torno de um guitarrista que nos anos 30  entra em conflito com gangsters. Além disso, o artista está dividido  entre uma doce muda e uma loira gostosona. A personagem muda é a mais  interessante do filme. Suas expressões e figurino lembram bastante  Charles Chaplin e é sempre incrível quando um bom ator consegue deixar  tão forte impressão sem dizer nada. Ainda assim, é uma realização apenas  mediana do diretor, pelo que me lembro. Também irei revê-lo.</p>
<p>Não há muito a ser dito sobre &#8220;O Escorpião de Jade&#8221; e &#8220;Trapaceiros&#8221;. Ao menos não por mim, neste momento. Os dois filmes foram fracassos de bilheteria e crítica, e foram protagonizados por estrelas de tv: Helen Hunt e Tracy Ullman, respectivamente. Lembro de não gostar de ambos, mas não exatamento o porquê. Também precisam ser revistos.</p>
<p>A fase mais recente de Allen teve início &#8220;Ponto Final &#8211; Match Point&#8221; (<em>Match Point</em>, 2005), que é em minha opinião é um de seus filmes mais fortes. Outro drama onde não há espaço para simpatia aos personagens. Cobiça e luxúria dirigem suas escolhas e a tragédia se anuncia desde as primeiras cenas. Mas mais importante do que isso: o diretor finalmente volta a ser contemporâneo. Ele brilhou nos anos 70 justamente por isso, por tratar de temas relevantes e por abraçar uma estética que combinava com seu tempo. Os anos passaram e seus filmes continuaram impregnados pela poeira daqueles tempos. Em &#8220;Match Point&#8221; é diferente, felizmente.</p>
<p style="text-align:center;">
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 413px"><img class=" " src="http://www.onlygoodmovies.com/blog/wp-content/uploads/2011/01/woody-allen-beach.jpg" alt="" width="403" height="292" /><p class="wp-caption-text">Depois de Diane Keaton e Mia Farrow, chegou a vez de Scarlett Johansson ocupar o posto de musa de Allen. Bastante diferente de suas predecessoras, não? Ps: não faço ideia de qual ensaio saiu esse foto, mas gostaria. </p></div>
<p>Contudo, foi &#8220;Vicky Cristina Barcelona&#8221; (<em>Vicky Cristina Barcelona</em>, 2008) que mostrou que Allen pode ser relevante de novo para diferentes audiências. E principalmente, pode ter grande apelo para jovens e adultos metropolitanos tirados a modernos, inteligentes e artísticos, justamente como nos 70.  Eu sei que isto pode ter soado como uma crítica ao filme e esse tipo de platéia, mas não foi. De certa forma, é esse tipo de gente que sustenta este tipo de cultura, principalmente nos dias de hoje com suas milhares de rede sociais, foruns e redes de compartilhamento. Tendo dito isto, é preciso admitir que não há de original nas jovens angustiadas de VCB, elas lembram as irmãs de &#8220;Interiores&#8221; e &#8220;Hannah&#8221;. Entretanto, sabiamente Allen não fez delas donas de casa, esposas sofridas e isoladas em uma Nova York fria. Elas são jovens, cheias de paixão e numa ensolarada e sexy Espanha. Allen sempre tratou de sexo em suas obras anteriores, mas seu ponto de vista sempre pareceu cheio de culpa e nenhuma cena excitante, mas não aqui. Sexo tem um papel muito importante em VCB e ele arrasa na direção e como incorpora este elemento na trama. Um trabalho maravilhoso.</p>
<p>Após essa pequena revisão é hora de pôr o pé na estrada e ver os títulos desconhecidos e revisitar os esquecidos. Em geral, tenho preguiça de escrever aqui. Não acho a tarefa muito divertida, nem minha escrita interessante. Mas eu prometo que vou tentar, espero ter companhia!</p>
<p style="text-align:center;">
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 418px"><img class=" " src="http://diversita.blog.br/blog/wp-content/uploads/2009/02/oscar-penelope-cruz-and-woody-allen.jpg" alt="" width="408" height="277" /><p class="wp-caption-text">Essa imagem só entrou porque eu a adoro. Annie Leibovitz fotografou Penelope Cruz e Woody Allen para a revista Vanity Fair em 2009.</p></div>
<p><strong> </strong></p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/cineacaso.wordpress.com/108/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/cineacaso.wordpress.com/108/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/cineacaso.wordpress.com/108/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/cineacaso.wordpress.com/108/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/cineacaso.wordpress.com/108/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/cineacaso.wordpress.com/108/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/cineacaso.wordpress.com/108/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/cineacaso.wordpress.com/108/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/cineacaso.wordpress.com/108/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/cineacaso.wordpress.com/108/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/cineacaso.wordpress.com/108/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/cineacaso.wordpress.com/108/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/cineacaso.wordpress.com/108/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/cineacaso.wordpress.com/108/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=cineacaso.wordpress.com&amp;blog=9333496&amp;post=108&amp;subd=cineacaso&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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	</item>
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		<title>O Retorno (do autor e da qualidade à Project Runway)</title>
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		<pubDate>Mon, 25 Oct 2010 04:53:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Thiago Oliveira</dc:creator>
				<category><![CDATA[Reality TV]]></category>
		<category><![CDATA[TV]]></category>
		<category><![CDATA[heidi klum]]></category>
		<category><![CDATA[mondo]]></category>
		<category><![CDATA[Project Runway]]></category>
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		<description><![CDATA[Tem um bom tempo que não escrevo nada no blog, e isso porque enjoei. Manter um blog, em minha opinião, exige disciplina e trabalho. Mas é provável que eu só pense assim porque levasse a sério demais a experiência. Realmente queria fazer algo inspirado e diferente, e não acho que consegui. Escrever os Top 5 [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=cineacaso.wordpress.com&amp;blog=9333496&amp;post=100&amp;subd=cineacaso&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Tem um bom tempo que não escrevo nada no blog, e isso porque enjoei. Manter um blog, em minha opinião, exige disciplina e trabalho. Mas é provável que eu só pense assim porque levasse a sério demais a experiência. Realmente queria fazer algo inspirado e diferente, e não acho que consegui. Escrever os Top 5 era cansativo, especialmente, porque achava muito chato ter que escrever uma mini sinopse para os filmes que não fosse muito longa e acaba escrevendo pequenos parágrafos com minha opinião sobre eles. Sem contar que era preciso digitar, editar links, fotos, vídeos, tags e categorias&#8230; Eu gostaria que o esforço não ficasse visível ao leitor, mas principalmente para mim.</p>
<p>Depois de muito pensar sobre isso, percebi que a forma como escrevia e sobre o que escrevia acabaram engessando o blog. Muitos blogs famosos e legais merecem esses adjetivos por serem breves e serem a cara de seus autores. Claro que eu gostaria que mil pessoas lessem o que escrevo e comentassem a respeito&#8230; e, óbvio, não espero que isso aconteça da noite para o dia. Porém, eu voi tentar me dedicar ao blog outra vez. Vou continuar a escrever sobre filmes, mas vou tentar fazê-lo de forma mais natural e também vou abarcar outros temas que me agradam. Este post, por exemplo, será sobre a oitava temporada de meu favorito reality show (ao lado de <em>Survivor</em>): <em>Project Runway</em>.</p>
<p>Lá atrás, em 2004, o primeiro episódio de <em>Project Runway</em> definiu a tônica do show: 12 designers de moda deveriam escolher, em supermercado, os materiais para criar uma roupa e apresentá-las ao juízes. Um deles iria ser nomeado o vencedor do desafio e outro seria eliminado da competição. A cada semana, um novo desafio lhes seria apresentado até o grupo fosse reduzido a três que apresentariam suas coleções na Semana de Moda de Nova York. A melhor coleção garantiria ao seu criador dinheiro e consultoria para que ele lançasse sua própria linha de roupas.</p>
<p>Apresentado pela top model Heidi Klum, o show conta desde seu primeiro episódio com os juízes Nina Garcia (atualmente editora de moda da Marie Claire) e Michael Kors (designer de moda). E também com Tim Gunn &#8211; consultor de moda &#8211; que funciona como mentor para os concorrentes e co-host do programa. Embora não receba crédito como tal.</p>
<p>Para surpresa dos produtores, apesar do programa dar mais ênfase à moda do que a conflitos e aspectos pessoais dos participantes, a audiência respondeu muito bem ao seu formato. Desde a primeira temporada, <em>Project Runway</em> é um dos vistos programas da tv a cabo americana.</p>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 310px"><img src="http://img2.timeinc.net/ew/dynamic/imgs/080722/Project-Runway/Austin-corn-husk-dress_l.jpg" alt="" width="300" height="400" /><p class="wp-caption-text">Austin Scarlett venceu o primeiro desafio de Project Runway com seu vestido de palha de milho.</p></div>
<p>Após uma maravilhosa quarta temporada, contudo, algo se perdeu. A quinta temporada teve um cast bem ruim. Embora os participantes tivessem talento, faltou a eles o que faz um reality show realmente funcionar: graça e capacidade de despertar empatia no público. A sexta temporada, a primeira a ser exibida pelo canal Lifetime e não pelo Bravo, conseguiu ser pior. E com um agravante: Michael Kors e Nina Garcia poucas vezes ocuparam suas cadeiras de juízes e os desafios foram bastante sem graça em complexidade, criatividade dos designers e recompensa.</p>
<p>A sétima temporada, sem dúvidas, foi um avanço em relação à anterior. As figuras caricatas, loucas e talentosas, voltaram. Assim como os juízes e os bons desafios. Embora é preciso dizer que após sete temporadas todos pareceram mais do mesmo. Outro elemento que fez falta foi a relação modelo/designer. Acredito que apenas a primeira temporada foi feliz em incorporar seus dramas ao programa e explorar a forte ligação entre os criadores e suas musas (qual fã do show conseguiu esquecer Morgan, por exemplo?). Porém as temporadas seguintes conseguiram fazer um bom trabalho também. Em ambas as sexta e sétima temporadas, o Lifetime deu às modelos um programa próprio chamado <em>Models of the Runway</em>, o qual eu nunca assisti, mas supostamente trata dos dilemas das modelos em ordem de sobreviver à eliminação do programa. Afinal, sempre que um designer é eliminado uma delas também está fora do programa.</p>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 410px"><img src="http://kenleycollins.com/wp-content/uploads/23589578-23589581-large.jpg" alt="" width="400" height="600" /><p class="wp-caption-text">Apesar de seu comportamento imprevisível, Morgan vendia qualquer design na passarela e trabalhou com quase todos os participantes. Na foto, ela desfila para Kenley Conllins na final da quinta temporada.</p></div>
<p>A mais recente temporada do programa ainda está sendo exibida nos Estudos Unidos, e sua qualidade é fruto de uma jogada de risco dos produtores: ao invés de episódios de uma hora (considerando os intervalos), agora o programa tem a duração de 90 minutos. E para que serve o tempo adicional? DRAMA e muito bem editado.</p>
<p>O casting foi sensacional, ou para usar os termos correntes no programa, recheado de edgy, bully, e bitchy designers. Desde o primeiro desafio, os juízes foram bastante agressivos em seus julgamentos e palavras, mesmo Heidi Klum abraçou esse papel. E para deleite do público, o screentime dela tem sido inferior ao de Tim Gunn. Ao contrário da modelo, ele pode ser considerado um elemento fundamental do programa e nesta temporada ficou claro que sem sua participação o show não seria nada. Tim Gunn não apenas guia os participantes, como os acolhe e repreende quando necessário. E o público viu que esta temporada isso foi bem necessário.</p>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 366px"><img class=" " src="http://www4.pictures.gi.zimbio.com/TRESemme+Hair+Care+Tim+Gunn+Host+Project+Runway+0MUAvG9KvvZl.jpg" alt="" width="356" height="241" /><p class="wp-caption-text">Tim Gunn e os finalistas da quarta temporada, a grande favorita do público. </p></div>
<p>Atenção: SPOILERS!</p>
<p>A premiere foi um episódio bastante rotineiro de <em>PR</em>: cada um dos 17 designers escolheu uma peça de seu guarda-roupa e passou ao colega à direita. A peça alheia deveria ser o material base para a construção de outra roupa. O desafio me lembrou bastante o &#8220;Clothes Off Your Back&#8221; da segunda temporada com pequenas diferenças apenas.</p>
<p>Entretanto, já foi possível perceber a que vieram os minutos adicionais: os designers foram melhor apresentados ao público e mais tempo é dedicado a seu processo criativo. Mas a melhor parte mesmo é a conversa que rola nos bastidores após a avaliação dos juízes e também enquanto os looks são desfilados na passarela. Antes, apenas ouvíamos a opinião do designer sobre sua peça, agora ouvimos também o que ele e os colegas discutem enquanto a modela o vende para os juízes.</p>
<p>Contudo, a grande vantagem do tempo extra é que ele permitiu a <em>PR</em> tratar seus concorrentes como personagens. Os atos e personalidades dos designers e seus efeitos  sobre o grupo foram bem explorados pelo show nas primeiras temporadas, mas desde a mudança para o Lifetime isso não estava ocorrendo.</p>
<p>Então, dessa vez os programa nos deu um vilão (Gretchen), uma crazy bitch (Ivy), o cara de aparência, comportamento e designs estranhos (Mondo), um participante incompreendido pelo grupo mas amado pelo júri (Michael C), o cara das risadas (Casanova) e duas sweethearts (Valerie e April).</p>
<p>Cada situação que poderia ter explorado o que há de melhor sobre essas figuras foi provocada pela produção: tipo de desafio (em dupla, em times, com ajuda dos concorrentes eliminados), tipo de recompensa (propaganda da Marie Claire em pleno Times Square, editorial de maquiagem da L&#8217;oreal com direito a cachê de 20.ooo dólares, roupa produzida para a linha de roupas de Heidi Klum) e até mesmo, visita de familiares no melhor estilo <em>Survivor</em>.</p>
<p>A edição tem sido maravilhosa, em cada momento oportuno um comentário de algum designer sobre a competição e outros concorrentes é inserido com o objetivo de pôr lenha na fogueira. Os <em>meltdowns, </em>aconteçam no ateliê, na passarela, ou durante os julgamentos são exibidos em toda sua duração. E até ganchos antes do intervalos foram adicionados, e não apenas antes da eliminação.</p>
<p>Acredito que caso seja indicado ao Emmy de melhor reality, <em>PR </em> tem uma grande chance de sair vencedor, caso submeta os episódios corretos. Se eu pudesse escolher certamente iria com;</p>
<p>1. &#8220;Larger Than Life&#8221;/ &#8220;There&#8217;s a I in a Team&#8221;</p>
<p>&#8220;Larger&#8221; foi o segundo episódio da temporada e a recompensa para o vencedor foi enorme: ter seu design fotografado para um anúncio da Marie Claire. Valerie, Casanova, Ivy e Gretchen tem bastante screentime. A última acaba sendo a vencedora do desafio, acumulando sua segunda vitória consecutiva. Seus depoimentos para a câmera são tocantes e nota-se que há certo desconforto com suas vitórias. Michael C e April já aparecem como seus opositores.</p>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 370px"><img class=" " src="http://blog.airdye.com/goodforwater/wp-content/uploads/2010/08/gretchen-jones-project-runw.jpg" alt="" width="360" height="270" /><p class="wp-caption-text">A grande recompensa de Gretchen. </p></div>
<p>&#8220;Team&#8221; é importante também por conta dos mesmos personagens. Tendo vencido o desafio anterior, Michel C começa a escolha de componentes para seu grupo e opta por Gretchen. Aos poucos o time deles se torna o time de competidores que já venceram desafios ou estiveram entre os três melhores (Ivy, Andy, Christopher e AJ o completam). April está no outro time e atesta: Michael C errou em escolher Gretchen porque ela mandona. E mais, o time será esmago pelo ego de seus membros. O outro time, o de April, conta com os <em>underdogs</em>: Valerie, Casanova, Peach, Michael D e Mondo.</p>
<p>No ateliê, Gretchen assume o papel de líder e praticamente toma todas as decisões por seu time. Michael C se vê isolado, pois, todos seus colegas criticam suas habilidades e desdenham dele. Casanova entra em crise quando Tim diz que sua roupa vestiria uma matrona. E mesmo nessa situação ele consegue fazer o público rir (sua quase fantasia de Alladin e sotaque super carregado, ele é de Porto Rico, ajudam bastante nisso).</p>
<p>Na passarela, o time de Gretchen recebe grandes críticas do júri, ela entra em parafuso para salvar sua própria pele: primeiro defende a coleção, depois a odeia e concorda com o júri e, então, passa a vender Michael C como o elo fraco. Os membros do time, notadamente Ivy, embarcam em sua onda. Mas como último vencedor, Michael C está imune. Gretchen escapa da eliminação, porém não escapa de uma severa critica de Tim Gunn sobre seu comportamento. Para coroar o episódio, Casanova é eleito o vencedor do desafio.</p>
<p>2. &#8220;Hats Off to You&#8221; e &#8220;You Can Totally Wear it Again&#8221;</p>
<p>Esses episódios são bastante Michael C x todos os concorrentes. No primeiro, o desafio é criar um design que acompanhe um chapéu do famoso Philip Tracy. Todos os concorrentes parecem concordar que Christopher fez o melhor trabalho, e Michael C um dos fracos, senão o pior. Contudo, no momento do júri, Michael é o vencedor e Christopher é tem uma das menores notas.</p>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 450px"><img src="http://blogs.fidm.com/.a/6a00d834555dcb69e20134865c7283970c-800wi" alt="" width="440" height="661" /><p class="wp-caption-text">Michael C em estado de glória com o amor do jurados por seu vestido. </p></div>
<p>O desconforto geral com a vitória de Michael C é geral. E irá se repetir no &#8220;Wear it Again&#8221; quando ele vence o desafio de repaginar feios vestidos de madrinha de casamento.</p>
<p>Para melhorar, o primeiro desafio ocorreu na data de dia dos pais e Michael é um, então o elemento emocional está ao lado da edição. Em ambos episódios, Mondo e seus designs tem destaque, no segundo, por exemplo, seu vestido é eleito o melhor pelo público de um leilão. Leilão no qual, Ivy recebe apenas um voto e inicia o rumor paranóide de que Michael C espalhou que ela não merecia ser votada por ser a bitch do show.</p>
<p>Estão também do lado da edição que as duas eliminadas sejam concorrentes queridas, das quais o público sentirá falta. E que Gretchen seja registrada como uma chata que passa de mesa em mesa dando opinião sobre o trabalho alheio.</p>
<p>3. &#8220;A Race to the Finish&#8221;/&#8221; There&#8217;s a Pattern Here&#8221;</p>
<p>&#8220;Race&#8221; é sobre o desafio do editorial da L&#8217;oreal + 20.000 doláres ao vencedor. Sendo assim, os participantes estão bastante competitivos e ouvir Mondo e Gretchen contarem o quão quebrados estão nos faz querer torcer por eles. Tendo vencido o último desafio, Mondo garante sua segunda vitória consecutiva. Antes de entrar na programa, ele tinha exatos 14 doláres na conta! Nesse episódio, fica claro que ele é um sério candidato ao prêmio final e que conquistou o respeito do júri e de seus colegas. Nesse episódio Ivy finalmente vai embora, o que também é uma coisa boa dado seu comportamento irritante. Valerie já está lutando para se manter na competição o que se reflete em sua melancolia e pobre design. Ela até tem um <em>meltdown</em> e é socorrida por Ivy e Gretchen.</p>
<p style="text-align:center;">&nbsp;</p>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 356px"><img class="  " src="http://ginacarbone.files.wordpress.com/2010/09/pr9-mondo.jpg?w=346&#038;h=218" alt="" width="346" height="218" /><p class="wp-caption-text">A qualidade está triste, mas estes foram os designs de Mondo. </p></div>
<p>Porém, o coração do público Mondo só ganha em &#8220;Pattern&#8221;. Nesse episódio, os participantes devem criar um tecido baseado em suas memórias. Para tanto, a produção lhes envia fotos pessoais e (surpresa!) visita de suas mães. Lágrimas irrompem no ateliê, e mesmo Christopher que recebeu seu parceiro, no lugar de sua mãe está feliz. O Lifetime até manteve o beijo que os dois dividiram na edição! Gretchen, April, Andy ficam bastante movidos pela experiência. Há um pequeno drama sobre a presença da mãe de Gretchen e Andy fica bastante desfocado do desafio devido seu estágio emocional.</p>
<p>Mas voltando ao aspecto emocional do tecido, Mondo desenhou sua estampa, mas não quer contar aos colegas de onde veio sua inspiração. Para as câmeras, Mondo confessa ser portador do HIV por quase 10 anos e como tem sido difícil guardar esse segredo de todos, incluindo sua família. A partir disso a edição faz um trabalho maravilhoso, em várias situações parece que Mondo irá compartilhar com alguém o segredo, até mesmo com sua mãe. Mas ele não o faz, é somente na passarela que ele se abre (depois de um comercial, claro!) e milhões de lágrimas irrompem de novo. Mondo se diz livre, e mais uma vez vence outro desafio com grandes elogios do júri, colegas e Tim Gunn. É neste episódio que a querida Valerie dá adeus a competição, não sem antes chorar (momento owwww) e fazer uma despedida emocionada de cada concorrente.</p>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 360px"><img src="http://imgs.sfgate.com/blogs/images/sfgate/chronstyle/2010/10/01/Ep10Mondowin350x525.JPG" alt="" width="350" height="525" /><p class="wp-caption-text">A maravilhosa modelo Eyen desfila o design de Mondo. A estampa da calça foi criada por ele. Os sinais de mais representam seu status de HIV positivo. </p></div>
<p>Porém, poderia vir a calhar misturar esses episódios, pois o primeira dupla tem força média, a segunda tem força pequena e a última é muito poderosa. E nós sabemos que diferentes grupos de votantes, irão assistir a diferentes duplas.</p>
<p>Dito tudo isso, recomendo a todos os fãs de reality e moda que assistam <em>Project Runway</em>. Particularmente, o segundo aspecto não me interessa muito fora do programa, mas é em última análise o seu foco. Atualmente o canal Liv está exibindo a primeira temporada (seg a sex às 6h e 14h) e o canal E! está exibindo a terceira (seg a sex às 10h). Os episódios também podem ser visto online por aqui <a class="hiddenSuggestion" title="aqui" href="http://www.watch-project-runway-online.com/" target="_self">http://www.watch-project-runway-online.com/</a> , que é por onde eu acompanho à temporada atual.</p>
<p>A final será exibida terça nos EUA, estou torcendo loucamente por Mondo!</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/cineacaso.wordpress.com/100/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/cineacaso.wordpress.com/100/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/cineacaso.wordpress.com/100/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/cineacaso.wordpress.com/100/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/cineacaso.wordpress.com/100/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/cineacaso.wordpress.com/100/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/cineacaso.wordpress.com/100/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/cineacaso.wordpress.com/100/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/cineacaso.wordpress.com/100/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/cineacaso.wordpress.com/100/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/cineacaso.wordpress.com/100/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/cineacaso.wordpress.com/100/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/cineacaso.wordpress.com/100/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/cineacaso.wordpress.com/100/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=cineacaso.wordpress.com&amp;blog=9333496&amp;post=100&amp;subd=cineacaso&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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			<media:title type="html">tzhiago</media:title>
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		<title>Top 5</title>
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		<pubDate>Sat, 19 Dec 2009 22:52:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Thiago Oliveira</dc:creator>
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		<description><![CDATA[# Anatomia de um Crime Sempre que advogados são retratados no cinema, ou estes são idealistas ou mercenários. Defensores do diabo ou protegendo os oprimidos, eles são convocados quando uma vitória no tribunal parece improvável e não medem esforços para obté-la. Bem distante da figura de bom moço, Paul Biegler (James Stewart) aceita defender o [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=cineacaso.wordpress.com&amp;blog=9333496&amp;post=86&amp;subd=cineacaso&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 294px"><img title="AH" src="http://images.easyart.com/i/prints/rw/lg/1/5/Celebrity-Image-Audrey-Hepburn-in--Breakfast-at-Tiffany-s-15760.jpg" alt="" width="284" height="400" /><p class="wp-caption-text">Audrey Hepburn em sua famosa foto.</p></div>
<p><strong># Anatomia de um Crime</strong></p>
<p>Sempre que advogados são retratados no cinema, ou estes são idealistas ou mercenários. Defensores do diabo ou protegendo os oprimidos, eles são convocados quando uma vitória no tribunal parece improvável e não medem esforços para obté-la.</p>
<p>Bem distante da figura de bom moço, Paul Biegler (James Stewart) aceita defender o tenente Frederick Manion (Ben Gazzara) da acusação de homicídio. Manion assassinou a tiros e diante de várias testemunhas o homem que sua esposa, Laura (Lee Remick) alega tê-la estuprado mais cedo naquela noite.</p>
<p>Depõe contra Manion, o comportamento de sua esposa. Ousada e provocante, Laura sabe como despertar o interesse de um homem e parece fazê-lo todo o tempo. Paira no ar a dúvida se a ocorrência do estupro foi real, ou se o crime foi decorrente de uma crise de ciúmes.</p>
<p>Independente do veredicto, assistir Biegler investigar as circunstância do assassinato e argumentar pela liberdade de seu cliente é puro deleite. Afinal, verdade, moral, ética (ou falta delas) também estão em jogo, e não apenas o destino do réu. Seria Laura uma adúltera? Teria Manion sofrido um episódio de insanidade temporária? Pouco importa o que não ajuda no caso.</p>
<p>Em um julgamento a realidade é construída a partir de fatos isolados, vendê-la como real ao júri depende da habilidade dos advogados. E nisto, Biegler é muito bom. Em tempos de <em>CSI</em> com todo seu aparato tecnológico e detetives cheios de brios, a película de Otto Preminger pode parecer datada. Contudo, isso não é o suficiente para derrubá-la. Não a toa, <strong>Anatomia de um Crime</strong> (<em>Anatomy of a Murder</em>, Estados Unidos, 1959) é considerado um clássico: ótimos atores, ótimo texto e personagens ambíguos. Uma pérola do cinema <em>noir</em>, sem dúvidas. O destaque é da atriz Lee Remick e sua Laura: sedutora, odiável e perfeitamente dúbia.</p>
<p>Trailer: <!--YouTube Error: bad URL entered--></p>
<p><strong># Bonequinha de Luxo</strong></p>
<p>Dona de um pequeno apartamento, um gato sem nome e um elegante guarda-roupa, Holly possui uma vida social bastante agitada. Entre festas e &#8220;amigos&#8221; ricos, ela não passa de uma garota sonhadora, deslumbrada e solitária. A mudança do escritor, e também michê, Paul Varjak (Goerge Peppard) para o apartamento vizinho é o mote para o surgimento de um romance delicado e uma forte amizade.</p>
<p>Paul é o único que sabe sobre o passado de Holly e conhece seus simples hábitos e prazeres. Ela insiste que são como irmãos e está decidida a casar-se com José da Silva Pereira (interpretado pelo espanhol José Luis de Villalonga), um rico brasileiro com o qual deverá viver no Rio de Janeiro.  Mas Paul não está tão disposto a ficar sem ela. Há também Mr. Yunioshi (Mickey Rooney) um vizinho oriental muito mal caracterizado e exagerado que torce o nariz para a protagonista.</p>
<p>Depois de viver mocinhas em comédias românticas, freiras e professoras, Hepburn poderia ser uma escolha improvável para o papel de uma prostituta. E segundo algumas fontes, a própria atriz achava que este papel não cabia a ela. Contudo, desde a primeira cena, na qual uma deslumbrante Holly Golightly toma seu desjejum fitando uma vitrine da Tiffany&#8217;s, percebe-se porque essa é a sua mais icônica personagem. Uma vez que ela surge na tela é impossível imaginar outra estrela em seu lugar. O decurso da narrativa apenas reforça tal impressão: afinal quem poderia dar graça às cenas desastrosas de Mr. Yunioshi ou tornar tolerável a quase falta de carisma de Peppard? Somente ela sempre encantadora.</p>
<p>Todavia, o mérito não é apenas de Hepburn. A condição de Holly é apenas insinuada, e há um foco em suas características mais simpáticas. O mesmo pode ser dito quanto ao seu romance com Paul, cujo centro é o enamoramento entre os dois sem expressões de carícias e trocas sexuais. Anos mais tarde o recurso foi atualizado em <em>Uma Linda Mulher</em>, com igual êxito.</p>
<p>Curiosamente, em uma das cenas de <em>Bonequinha de Luxo</em>, Holly afirma que pérolas seriam um acessório &#8220;brega&#8221; para alguém de sua idade. Entretanto, a foto de Hepburn, caracterizada como a personagem, vestindo pérolas é tão famosa quanto a película. Também tornou-se clássica a canção <em>Moon River</em>, cantada por Hepburn e composta especialmente para que ela pudesse fazê-lo sem desafinar.</p>
<p>Audrey Hepburn canta <em>Moon River: <span style="text-align:center; display: block;"><a href="http://cineacaso.wordpress.com/2009/12/19/86/"><img src="http://img.youtube.com/vi/BOByH_iOn88/2.jpg" alt="" /></a></span></em></p>
<p><strong># Gata em Teto de Zinco Quente</strong></p>
<p>Ao descer do carro, Maggie (Elizabeth Taylor) é recebida por uma das sobrinhas de seu marido com uma massa de sorvete nas canelas. Como castigo, mergulha a cabeça da criança em um balde de sorvete. Mae (Madaleine Sherwood), mãe da garota, faz um alvoroço e solicita intervenção do marido que tenta por panos quentes na situação. Da janela, Brick (Paul Newman), marido de Maggie, observa. Tal cena, antecipa todos os conflitos que se desenrolarão sob aquele teto: Maggie e seus cunhados estão cheios de razões para odiar-se enquanto Brick mantem-se indiferente aos motivos deles. Ele já tem o seu para detestar a esposa.</p>
<p>Ex-jogador de futebol americano, Brick trocou os campos pelo álcool. E apesar d0s insistentes avanços de sua mulher, ele já não a toca. O pai dele, conhecido como Big Daddy (Burl Ives), está morrendo de câncer. E é do maior interesse de Maggie que seu marido seja o maior herdeiro. Contra ela está o fato de não ter filhos, enquanto Mae tem quatro. Acontece que Big Daddy não é exatamente uma figura paternal, extramente grosseiro e prático, não lhe agrada os paparicos que as noras e sua esposa lhe dirigem. Apenas Brick parece significar-lhe alguma coisa, mas também para o pai, o ex- atleta deu as costas. Quando Big Daddy fica ciente de sua condição, decide resolver sua questão com Brick. Por tabela, é revelado a razão do desafeto dele pela esposa: Brick acha que Maggie é de alguma forma responsável pela morte de um grande amigo seu.</p>
<p>Baseado numa peça de Tennesse Williams, <strong>Gata em Teto de Zinco Quente</strong> (<em>Cat on a Hot Tin Roof</em>, 1958) não é um texto facilmente adaptável ao cinema. Toda a ação toma parte em apenas um dia e quase todas as cenas se passam dentro de casa. No texto original existem diversas insinuações de que Brick talvez fosse homossexual o que foi barrado pela censura. Assim, o comportamento do personagem parece bastante fora de contexto. E de modo geral, o filme é levemente entediante.</p>
<p>Ainda assim, é um ótima recomendação para quem gosta de grandes atuações. Elizabeth Taylor (apesar do tom de voz irritante), Paul Newman e Burl Ives se destacam no elenco, mas todos os atores são muito bons. Afora isso, Maggie é a verdadeira percursora das <em>Desperate Housewives</em> e todas suas congéneres.</p>
<p>Trailer: <span style="text-align:center; display: block;"><a href="http://cineacaso.wordpress.com/2009/12/19/86/"><img src="http://img.youtube.com/vi/TWsG_Qj1wUo/2.jpg" alt="" /></a></span></p>
<p><strong># Billy Elliot</strong></p>
<p>Billy é um garoto órfão de mãe que se divide entre cuidar da avô beirando a senilidade e as aulas de boxe. Essas são patrocinadas pelo seu pai que com o filho mais velho -Tony &#8211; trabalha nas minas de carvão. Durante o período de greves, a dupla entra em conflito, pois Tony acha que o pai demonstra uma atitude passiva diante da repressão policial e dos &#8220;fura-greve&#8221;.</p>
<p>Certo dia, Mrs. Wilkinson e suas alunas de balé precisam dividir o salão com Billy e sua classe de boxe. Ao fim de sua aula, o garoto é convidado a juntar-se às bailarinas e acaba descobrindo sua grande paixão. Obviamente, não será fácil para ele revelá-la a sua família. Acontece que Billy é bastante talentoso e Mrs. Wilkinson acredita que ele pode chegar a Royal Ballet School em Londres, o que de certa forma irá determinar o encaminhamento da questão.</p>
<p>Outro ponto interessante é o fato de Billy ser objeto dos afetos da garota Debbie Wilkinson e do garoto Michael Caffrey, sem realmente se envolver com algum dos dois.</p>
<p>Partindo do contraste óbvio entre o desejo de Billy e o de seu pai, a narrativa se constrói em torno da dissolução desde conflito. Billy está determinado a ser um dançarino e expressa diversos sentimentos com sua arte: extâse, agonia, raiva. E uma vez que ele se encontrou na dança, já não poderia fazer parte das carvoarias.</p>
<p>Jamie Bell, então um novato, encarna Billy com perfeição. Além de todos os passos de dança, o ator teve que dar conta de interpretar um garoto que está lutando por sua identidade e pelo seu próprio crescimento. Gary Lewis e Jamie Graven, dão vida ao pai e ao irmão de Billy, respectivamente e também estão ótimos. Porém, ao lado de Bell, o outro destaque é Julie Walters. Mrs. Wilkinson consegue ser rígida e doce ao mesmo tempo e tais características são muito bem balanceadas pela atriz. A trilha sonora é composta por grandes canções de rock britânico e é um deleite a parte.</p>
<p>Por fim, basta dizer que <strong>Billy Elliot</strong> (Reino Unido, 2000) é realmente uma obra rara: um drama consistente, no qual todos os personagens e conflitos são bem explorados sem abuso de cenas críticas ou trilha sonora grandiloquente. E sobretudo, que nem mesmo os alívios cômicos são capazes de arranhar sua sensibilidade.</p>
<p>The Angry Dance: <span style="text-align:center; display: block;"><a href="http://cineacaso.wordpress.com/2009/12/19/86/"><img src="http://img.youtube.com/vi/UOGBTFFxOpY/2.jpg" alt="" /></a></span></p>
<p><strong># Irma La Douce</strong></p>
<p>Em Paris, um inocente e honesto policial chamado Nestor Patou (Jack Lemon) se apaixona por um por uma prostituta e por não querer vê-la deitar-se com outros homens cria um personagem &#8211; Lord X. Durante o dia, ele trabalha como um condenado para durante a noite, travestido de Lord X, jogar cartas com a amada e pagar-lhe o suficiente para que ela não precise de outro cliente durante a semana. O problema é que devido ao excesso de trabalho, Patou está sempre cansado e distante de sua Irma la Douce (Shirley McLaine). Além da atenção de Patou, Irma quer comemorar e gastar com ele todos os centavos da grande quantia que está recebendo. Pois para ela, é uma obrigação sua sustentar seu cafetão.</p>
<p>Como outros personagens das comédias de Billy Wilder, Patou é um homem apaixonado que fará de tudo para ficar com a mulher que escolheu. Ainda que isso implique em uma mudança completa de hábitos e comportamentos. E se de início, Irma debochava de Patou, ela também se apaixona por ele quando sua transformação ocorre.</p>
<p>Shirley McLaine e Jack Lemon possuem uma incrível química juntos. E as diversas confusões que o casal se mete (como prisão, brigas em bares e cenas de fuga) são bastante divertidas. Obviamente há aqui a presença de um humor ingênuo que explora o extremo de cada situação e o talento de seus intérpretes. E embora lide com questões sexuais, não dá espaço para piadas grosseiras e de duplo sentido.</p>
<p>O cenário e o figurino coloridos do filme são muito interessantes e desempenham um papel importante na história. Talvez por essa ter sido derivada de um peça musical. E é uma pena que Wilder não tenha feito um filme nesse estilo. Grande diretor que era, dificilmente teria errado a mão. Mas seja como for <strong>Irma la Douce </strong>(Estados Unidos, 1963) é uma ótima comédia e porque não, um romance muito bom.</p>
<p>Trailer: <span style="text-align:center; display: block;"><a href="http://cineacaso.wordpress.com/2009/12/19/86/"><img src="http://img.youtube.com/vi/Jy7fF0hvqZg/2.jpg" alt="" /></a></span></p>
<p>E se eu tivesse que ordená-los:</p>
<p>1º Billy Elliot</p>
<p>2º Bonequinha de Luxo</p>
<p>3º Irma La Douce</p>
<p>4º Anatomia de um Crime</p>
<p>5º Gata em Teto de Zinco Quente</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/cineacaso.wordpress.com/86/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/cineacaso.wordpress.com/86/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/cineacaso.wordpress.com/86/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/cineacaso.wordpress.com/86/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/cineacaso.wordpress.com/86/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/cineacaso.wordpress.com/86/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/cineacaso.wordpress.com/86/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/cineacaso.wordpress.com/86/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/cineacaso.wordpress.com/86/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/cineacaso.wordpress.com/86/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/cineacaso.wordpress.com/86/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/cineacaso.wordpress.com/86/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/cineacaso.wordpress.com/86/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/cineacaso.wordpress.com/86/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=cineacaso.wordpress.com&amp;blog=9333496&amp;post=86&amp;subd=cineacaso&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Top 5</title>
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		<pubDate>Mon, 30 Nov 2009 18:07:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Thiago Oliveira</dc:creator>
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		<description><![CDATA[# Primavera Muito Louca Becky (Parker Posey), Judi (Rachel Dratch) e Gayle (Amy Poehler) são três amigas que se encaixam perfeitamente no protótipo de loser dos filmes americanos. Ingênuas, solteiras e infantis as três têm a chance de reviver os tempos de faculdade curtindo com os jovens durante suas férias. Becky trabalha para uma senadora [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=cineacaso.wordpress.com&amp;blog=9333496&amp;post=81&amp;subd=cineacaso&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 470px"><img title="b&amp;c" src="http://blog.pricegrabber.com/chicshopper/files/2008/02/bonnieandclyde460.jpg" alt="" width="460" height="300" /><p class="wp-caption-text">Faye Dunaway e Warren Beatty como Bonnie e Clyde. </p></div>
<p><strong># Primavera Muito Louca</strong></p>
<p>Becky (Parker Posey), Judi (Rachel Dratch) e Gayle (Amy Poehler) são três amigas que se encaixam perfeitamente no protótipo de <em>loser</em> dos filmes americanos. Ingênuas, solteiras e infantis as três têm a chance de reviver os tempos de faculdade curtindo com os jovens durante suas férias.</p>
<p>Becky trabalha para uma senadora mexicana cuja filha &#8220;certinha&#8221; decide fazer de tudo para recuperar o namorado durante as férias. Para cuidar da reputação da jovem e consequentemente a da sua mãe, Becky viaja com suas amigas para bancar a babá. Entretanto, suas amigas Judi e Gayle tem um propósito bem diferente e entram na festa.</p>
<p>Como seu título sugere, <strong>Primavera Muito Louca </strong>(<em>Spring Breakdown</em>, Estados Unidos, 2009) é um filme recheado de situações forçadas e momentos clichê. Cegos, gays, loiras burras, mulheres inteligentes, mulheres da política são alvos de piadas nem sempre divertidas. Piores ainda são os momentos em que Becky tenta convencer a filha de sua chefe de que as mulheres devem ser prezadas pelo seu cérebro e não somente pelo corpo.</p>
<p>Para sorte do público Amy Poehler é uma ótima comediante e sua Gayle hilária. Junto com Sophie Monk (que assume o papel de &#8220;loira vadia&#8221;) ela protagoniza os melhores momentos do filme. E justamente os únicos que valem a pena. Talvez por isso o filme tenha sido lançado diretamente em DVD no Brasil.</p>
<p><strong>Trailer: <span style="text-align:center; display: block;"><a href="http://cineacaso.wordpress.com/2009/11/30/top-5-3/"><img src="http://img.youtube.com/vi/iEqyrCr545A/2.jpg" alt="" /></a></span></strong></p>
<p><strong># Sob o Domínio do Mal</strong></p>
<p><strong> </strong>Veterano da Guerra do Golfo, Raymond Shaw (Liev Scheiber) foi condecorado herói por salvar toda sua unidade. Sua mãe, Eleanor Shaw (Meryl Streep) controla com mãos de ferro sua carreira política com o objetivo de levá-lo a presidência.</p>
<p>Bem longe da Casa Branca, Ben Marco (Denzel Washington) também ex-combatente do Golfo e um dos soldados supostamente salvos por Raymond, convive com pesadelos e lembranças que contradizem a versão &#8220;oficial&#8221; dos fatos, aquela que desenha Raymond como herói e sob a qual Eleanor constrói sua campanha.</p>
<p>Destinado e dissolver os enigmas de sua memória, Ben irá até Washington onde descobrirá que ele e outros soldados sofreram lavagem cerebral para acreditar no heroísmo do presidenciável. Este também se revelará somente mais uma vítima do golpe e mais além, um marionete da própria mãe. Obviamente, Ben será desacreditado, o FBI será envolvido na trama e alguns tiros e mortes acontecerão.</p>
<p>Lançado no auge da Guerra do Iraque e no ano de reeleição de George W. Bush, <strong>Sob o Domínio do Mal </strong>(<em>The Machurian Candidate</em>, Estados Unidos, 2004) poderia ter se saído muito bem na tarefa de criticar o uso da guerra para o <em>marketing </em>político. <em>Remake</em> de um homônimo dos anos 60, além de naturais comparações o filme foi vítima da atualização do roteiro cujo teor de ficção científica poderia ter sido mais refinado. E que se preocupa basicamente em colocar Ben e Raymond como vítimas da gananciosa Eleanor e não do belicismo em si.</p>
<p>Entediante do início ao fim, em <strong>Sob o Domínio do Mal </strong>salva-se apenas Meryl Streep em outro bom desempenho num filme sofrível.</p>
<p><strong>Trailer: <span style="text-align:center; display: block;"><a href="http://cineacaso.wordpress.com/2009/11/30/top-5-3/"><img src="http://img.youtube.com/vi/lMJ0q-L37SE/2.jpg" alt="" /></a></span></strong></p>
<p><strong># Noivo Neurótico, Noiva Nervosa</strong></p>
<p>Alvy Singer (Woody Allen) é um cara urbano, comediante, judeu e careta que faz análise a quinze anos. Annie Hall (Diane Keaton) é uma garota do interior que sonha em ser cantora. Absolutamente independente e descolada, Annie conquista Alvy e eles vivem juntos durante um bom tempo. Após o término do relacionamento, Alvy conta a história deles no que chama &#8220;fluxo de consciência&#8221;. A partir daí resta ao público curtir o nascimento e o desenrolar de um romance sabido &#8220;fracassado&#8221; ou dito de uma melhor forma, sem o final feliz pressuposto em uma comédia romântica.</p>
<p>A afinação e química entre o casal é indescritível. Seja o diálogo sobre lagostas, sexo, ou drogas, os dois completam-se perfeitamente. Mesmo o figurino masculinizado de Keaton parece refletir sua Annie como uma parte da personalidade de Alvy. Isto é, seu lado sensível, corajoso e arrojado.</p>
<p>Allen e Keaton são sensacionais em seus papéis. Ambos são carismáticos e engraçados, e fica difícil não torcer para que fiquem juntos. O destaque fica para cena em que os dois se cortejam enquanto tentam adivinhar o que o outro está pensando. Ou quando Alvy declara-se afirmando ser Annie &#8220;perversa polimorfa&#8221;. Ou ainda quando ela canta &#8220;<em>Seems Like Old Times</em>&#8220;.</p>
<p><strong><span style="font-weight:normal;">Filme que consolidou Woody Allen entre os grandes diretores, <strong>Noivo Neurótico, Noiva Nervosa<em> </em>(<em><span style="font-weight:normal;">Annie Hall</span></em><span style="font-weight:normal;">, Estados Unidos, 1977) </span></strong>é sem dúvidas a obra que resume as melhores características de seu trabalho: doce, original e divertida. É uma tarefa difícil tentar reduzir todas suas qualidades e méritos em poucas linhas. Talvez seja melhor arriscar afirmar que depois de ver essa obra toda comédia romântica parecerá meia-boca.</span></strong></p>
<p><strong><span style="font-weight:normal;">Ah, nunca é demais lamentar pelo horrível título nacional.</span></strong></p>
<p><strong><em>Seems Like Old Times: <span style="text-align:center; display: block;"><a href="http://cineacaso.wordpress.com/2009/11/30/top-5-3/"><img src="http://img.youtube.com/vi/9FAV3zr1PMk/2.jpg" alt="" /></a></span></em></strong></p>
<p><strong># O Roqueiro</strong></p>
<p>Robert &#8220;Fish&#8221; é um cara esquisito e ressentido. Outrora fizera parte de uma banda que alcançou muito sucesso logo após sua saída. Embora tenha conseguido um emprego medíocre, Fish nunca esqueceu o sonho de ser um <em>rock star</em>. Uma vez que é demitido, ele decide passar o tempo na casa de sua irmã, quando começa a tocar com a banda de seu sobrinho. Um <em>clip </em>deles ensaiando vira <em>hit </em>no <em>Youtube </em>(não só pela musicalidade, mas também pela nudez e estranheza de Fish) e então a banda sai em turnê. Desta forma, como comédia barata que é, o filme mistura ao protagonista tosco a jovens sonhadores e músicos (que após sucessos como <em>Hannah Montana</em> e <em>High School Musical</em> estão se popularizando cada vez mais). O romance é adicionado pela entrada de Kim (Cristina Applegate) na trama e seu interesse por Fish.</p>
<p>Para atores de televisão é muito difícil abocanhar bons papéis no cinema. Depois de anos interpretando a mesma personagem é improvável que eles consigam uma diferente daquela com a qual o público sente-se confortável. Rainn Wilson (do seriado <em>The Office</em>) é bom exemplo. Em <em><strong>O Roqueiro</strong> </em>(<em>The Rocker</em>, Estados Unidos, 2008) tudo o que ele faz no papel do protagonista é repetir as expressões e maneirismo que apresenta toda semana na televisão.<em> </em>Seu Fish é exagerado e caricato, mas essa parece ser intenção genuína da personagem. Como não há muito na película fora seu protagonista, sua atmosfera geral acaba refletindo essas características. E o saldo não é bom. Portanto, <strong>O Roqueiro</strong> não é uma recomendação a se dar.</p>
<p><strong>Trailer:</strong> <span style="text-align:center; display: block;"><a href="http://cineacaso.wordpress.com/2009/11/30/top-5-3/"><img src="http://img.youtube.com/vi/jJgicorhpWc/2.jpg" alt="" /></a></span></p>
<p><strong># Uma Rajada de Balas</strong></p>
<p>Bonnie (Faye Dunaway) conhece Clyde (Warren Beatty) no momento em que ele tenta roubar o carro da mãe dela. Mas ao invés de assustá-la, ele a excita. Entediada com seu trabalho de garçonete, Bonnie deixa sua pequena cidade para roubar bancos ao lado do parceiro e amante. Logo os dois estarão na lista de mais procurados de vários estados. Mas para eles, fugir ou quase morrer em conflitos com a polícia era uma melhor idéia do que voltar às suas vidas medíocres e monótonas.</p>
<p>Blanche (Estelle Parsons), a cunhada de Clyde, é a única que se recusa a aceitar esse estilo de vida. Para ela, Bonnie e o cunhado estão levando seu marido para o caminho da corrupção. Seus conflitos com Bonnie são inevitáveis e irão contribuir para a dissolução do grupo.</p>
<p>Tamanha tensão, entretanto, não tira o brilho do romance entre os protagonistas. E nem mesmo a falta de beijos ou cenas de sexo o faz. Bonnie e Clyde podem formar um casal condenado, mas ainda assim cúmplice. Corta a coração ouví-la declamar uma balada que escreveu sobre eles dois. Ou antecipar o fim deles.</p>
<p>Beatty e Dunaway são fenomenais nos papéis principais. E certamente, contribuíram bastante para que estes se tornassem icônicos.  Parsons, Michael J. Pollard (C.W.) e Gene Hackman (Buck) juntam-se a eles em um ótimo desempenho também.</p>
<p>Lançado no fim dos anos 60, <strong>Uma Rajada de Balas </strong>(<em>Bonnie &amp; Clyde</em>, Estados Unidos, 1967) influenciou muitos filmes lançados na esteira de seu sucesso, <em>Um Dia de Cão</em> e <em>Taxi Driver</em> são exemplos. Todos possuíam em comum o forte apelo com o público jovem, uso da violência estilizada e o retrato de personagens marginais. Obviamente essa referência se dilui tornando possíveis filmes como <em>Duro de Matar 4</em>, mas ainda assim Coen, Tarantino, e outros ainda lhe devem.</p>
<p><strong>Trailer:</strong> <span style="text-align:center; display: block;"><a href="http://cineacaso.wordpress.com/2009/11/30/top-5-3/"><img src="http://img.youtube.com/vi/BizxiDtFdrI/2.jpg" alt="" /></a></span></p>
<p>E se eu tivesse que ordená-los:</p>
<p>1º Uma Rajada de Balas</p>
<p>2º Noivo Neurótico, Noiva Nervosa</p>
<p>3º Primavera Muito Louca</p>
<p>4º Sob o Domínio do Mal</p>
<p>5º O Roqueiro</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/cineacaso.wordpress.com/81/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/cineacaso.wordpress.com/81/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/cineacaso.wordpress.com/81/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/cineacaso.wordpress.com/81/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/cineacaso.wordpress.com/81/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/cineacaso.wordpress.com/81/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/cineacaso.wordpress.com/81/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/cineacaso.wordpress.com/81/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/cineacaso.wordpress.com/81/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/cineacaso.wordpress.com/81/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/cineacaso.wordpress.com/81/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/cineacaso.wordpress.com/81/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/cineacaso.wordpress.com/81/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/cineacaso.wordpress.com/81/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=cineacaso.wordpress.com&amp;blog=9333496&amp;post=81&amp;subd=cineacaso&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Top 5</title>
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		<pubDate>Wed, 25 Nov 2009 23:16:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Thiago Oliveira</dc:creator>
				<category><![CDATA[David Fincher]]></category>
		<category><![CDATA[Meryl Streep]]></category>
		<category><![CDATA[a casa das coelhinhas]]></category>
		<category><![CDATA[anastasia]]></category>
		<category><![CDATA[clube da luta]]></category>
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		<description><![CDATA[# Anastacia &#8211; A Princesa Esquecida O assassinato da família real russa foi um dos atos mais simbólicos do Exército Vermelho durante a Revolução Russa. O mistério que se seguiu quanto o destino dos restos mortais, deu origem a uns dos mais instingantes mitos do século XX, aquele que versa sobre a sobrevivência da Grã-Duquesa [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=cineacaso.wordpress.com&amp;blog=9333496&amp;post=57&amp;subd=cineacaso&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong> </strong></p>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 456px"><strong><br />
<img class=" " src="http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/archive/c/c4/20070510024314!Helen_Hayes_and_Ingrid_Bergman_in_Anastasia_trailer.jpg" alt="Helen Hayes e Ingrid Bergman - cena de um grande confronto. " width="446" height="334" /></strong><p class="wp-caption-text">Helen Hayes e Ingrid Bergman - cena de um grande confronto. </p></div>
<p><strong># Anastacia &#8211; A Princesa Esquecida</strong></p>
<p>O assassinato da família real russa foi um dos atos mais simbólicos do Exército Vermelho durante a Revolução Russa. O mistério que se seguiu quanto o destino dos restos mortais, deu origem a uns dos mais instingantes mitos do século XX, aquele que versa sobre a sobrevivência da Grã-Duquesa Anastásia Nikolaevna Romanov. Quarta filha do czar, Anástasia teria resistido a seus ferimentos e escapado da Rússia com poucas memórias da vida na corte.</p>
<p>Muitas foram aquelas que alegaram ser Anastásia e apelaram pelo acolhimento dos Ramanov espalhados pelas famílias reais européias.  Anna Anderson tornou-se a mais famosa destas levando seu caso aos tribunais alemães e causando muitas controvérsias. Após a sua morte,  foi confirmado (através de exames de DNA) que ela não tinha descendia dos monarcas russos . Neste filme, conta-se uma versão romanceada de sua farsa.</p>
<p>General Bounine (Yul Brynner) é um vigarista que sonha com a fortuna antigo czar e pretende por as mãos nela valendo-se da lenda da princesa perdida. Justamente quando seu orçamento está prestes a acabar, a candidata perfeita aparece. Egressa de uma instituição de saúde mental e cheia de lacunas na memória, Anna Anderson (Ingrid Bergman) apresenta duas características ainda mais cruciais: alta sugestabilidade e uma beleza estonteante.</p>
<p>Grandioso, para os padrões da época,  o filme de Anatole Litvak vale-se de duas grandes atrizes. Ingrid Bergman encarna com vivacidade o papel de uma mulher que nem mesmo a reconquista da identidade (seja lá qual essa for) poderia reparar suas imensas perdas. Helen Hayes, por sua vez, interpreta a Imperatriz Maria, avó paterna da personagem título. Fria, compreensiva, calejada e esperançosa, a Imperatriz imprime outro teor à narrativa desde sua primeira aparição &#8211; ainda que esta seja levemente tardia. E embora Bergman tenha ganhado o Oscar, é de Hayes a grande interpretação.</p>
<p>Ideal para quem gosta de grandes atrizes, clássicos ou os irresistíveis romances não usuais de Ingrid Bergman.</p>
<p><strong>Trailer: </strong></p>
<p><strong> </strong><span style="text-align:center; display: block;"><a href="http://cineacaso.wordpress.com/2009/11/25/top-5-2/"><img src="http://img.youtube.com/vi/ZeeUV3UgZLQ/2.jpg" alt="" /></a></span></p>
<p><strong># Clube da Luta</strong></p>
<p>No Brasil, <strong>Clube da Luta</strong> (<em>Fight Club</em>, Estados Unidos, 1999) tornou-se um título notório quando um atirador alvejou espectadores no cinema durante uma sessão do filme. O então estudante de Medicina, acabou matando três pessoas e deixando outras quatro feridas. A despeito disso, o filme conquistou uma base forte de fãs seduzidos pelo seu discurso de protesto quanto o lado ordinário da vida.</p>
<p>Clube da Luta acompanha a vida de seu narrador, e como ele deixou de ser o protótipo de homem urbano bem-sucedido através da auto-destruição e da iconoclastia. Seu &#8220;despertar&#8221; é promovido por Tyler Dunder. Figura imponente e persuasiva, Dunder arrastará para sua órbita destrutiva um exército de seguidores. Seus argumentos são simples: toda a mediocridade que cerca as relações sociais é sustentada por pequenas convenções, símbolos de poder, e estrutura de controle. E pequenos atos contrário a isto são capazes de provocar grandes impactos.</p>
<p>Tyler manterá uma relação estreita apenas com o confuso narrador que apesar de ignorar o porquê e a extensão dos planos de Dunder irá envolver-se com estes até o pescoço. O mistério sobre o encontro destes dois, porém, é uma surpresa reservada para o final da narrativa. Ainda assim, a  resposta está lá no &#8220;acordar&#8221; do protagonista (ou talvez em seu não dormir representado aqui por uma eterna insônia).</p>
<p>Edward Norton (Narrador) e Brad Pitt (Dunder) estão ótimos em seus papéis. Desesperados, nervosos e levemente insanos, os atores dão humanidade a personagens não muito críveis. O elo mais frágil do elenco, do filme em geral, é sem dúvida Helena Boham Carter e sua personagem Marla. Esta mais parece Beatriz Lestrange (bruxa histérica que atriz intrepreta na série <em>Harry Potter</em>) perdida no filme errado: exagerada, sem graça e não sexy, Carter derruba quase todas as cenas em que está presente. Curioso que a partir desta experiência em todos seus trabalhos subsequentes ela se deu ao trabalho de repetir a mesma caracterização. A razão disto é realmente difícil de entender.</p>
<p><strong>Traile</strong><strong>r:</strong></p>
<span style="text-align:center; display: block;"><a href="http://cineacaso.wordpress.com/2009/11/25/top-5-2/"><img src="http://img.youtube.com/vi/2QgFWXLN-ug/2.jpg" alt="" /></a></span>
<p><strong># O Diário de Bridget Jones</strong></p>
<p>Antes de flertar com a anorexia, Renée Zellweger inspirou centenas de mulheres na pele de Bridget Jones: solteira de 30 anos, fumante compulsiva e acima do peso, a heroína sonhava em arranjar um namorado, perder peso e largar o tabagismo. E como se já não bastassem seus próprios problemas, seus pais sexagenários se divorciam quando sua mãe arranja um amante.</p>
<p>Dona de uma personalidade quase histriônica, a mãe de Bridget ainda insiste em lembrá-la que Mark Darcy (Colin Firth) está solteiro. Porém, onde a mãe enxerga um príncipe, a filha vê um sapo. Mesmo porque esta já foi fisgada pelo charme do grande rival de Darcy: Daniel Cleaver (Hugh Grant).</p>
<p>Inspirado no divertido livro homônimo de Helen Fielding (que também assina o roteiro), O Diário de Bridget Jones (<em>Bridget Jones&#8217;s Diary</em>, Inglaterra, 2001) está entre as melhores comédias da década. Tal distinção deve-se especialmente ao carisma da personagem central e da atriz que a anima. Bridget não é somente atrapalhada e impulsa, ela parece tão real quanto alguma mulher que você conhece bem.</p>
<p>Os coadjuvantes são também afiadíssimos. Colin Firth e Hugh Grant se alternam nos papéis de mocinho e vilão nas páginas do diário e sempre com muito charme e graça. Gemma Jones e Jim Broadbent fazem-se grandes como os pais da protagonista apesar do limitado <em>screentime. </em></p>
<p>Outro aspecto da película que merece destaque é sua trilha sonora. Composta por hits da música pop (<em>All By Myself</em>, <em>It&#8217;s Raining Man </em>são exemplos) esta se encaixa perfeitamente em cenas que poderiam ser ridículas como uma luta no meio da rua, ou uma crise de choro em frente da TV.</p>
<p>Anos depois foi filmada uma continuação bastante inferior e caricata. Rumores dizem que a terceira parte está em pré-produção com os mesmos atores envolvidos. Renée Zellweger já declarou que não irá engordar novamente para fazer a personagem. E segundo anunciou Hugh Grant este será o último filme. Espera-se que seja um belo canto do cisne para ele, um ótimo ator que alcançou excelência na comédia-romântica sem nunca ter recebido os devidos louros.</p>
<p><em><strong>All By Myself</strong></em>:</p>
<span style="text-align:center; display: block;"><a href="http://cineacaso.wordpress.com/2009/11/25/top-5-2/"><img src="http://img.youtube.com/vi/0D0zfB1l1x0/2.jpg" alt="" /></a></span>
<p><strong># A Casa das Coelhinhas </strong></p>
<p>O estereótipo de loira burra e sensual é bastante usual no cinema americano. Marilyn Monroe, Jane Mansfield, dentre outras, tornaram-se ícones representando este papel em diversos filmes. Ao longo dos anos, contudo, devido também a mudanças diante do comportamento sexual e da relação entre os gêneros, o pareamento entre burrice/ingenuidade e sexo acabou vulgarizando-se e perdendo muito de seu <em>glamour</em>. Em<strong> A Casa das Coelhinhas</strong> (<em>The Bunny House</em>, Estados Unidos, 2008), Anna Faris mergulha fundo na figura de loira burra com um resultado positivo<strong>.</strong></p>
<p>Faris interpreta Shelly, uma playmate levada a crer que é muito velha (aos 27 anos) para viver na mansão de Hugh Hefner. Na busca por um novo teto, Shelly chega à fraternidade ZETA onde vivem garotas que a despeito de frequentarem a faculdade ainda são típicas <em>weirdos</em> do <em>high school</em>. As garotas, entretanto, também correm risco de perder sua casa já que nenhuma caloura tem interesse de juntar-se a elas. Então, com a ajuda de Shelly elas tentarão encontrar seu lado sexy podendo assim atrair rapazes e popularidade. Pequenos romances perpassam o mote central.</p>
<p>Obviamente, as piadas são bastante óbvias e de conteúdo praticamente misógino. Mesmo a transformação das garotas da ZETA parece passar a mensagem de que beleza é realmente um padrão pelo qual vale a pena perder a individualidade. Mas há também um pequeno esforço em caracterizar Shelley e sua ocupação como um anti-exemplo para jovens e bonitas mulheres e de não julgamento por primeiras impressões.</p>
<p>Apesar da presença de  Katherine McPhee (ex- <em>American Idol</em>), Rumer Willis e Kat Jennings &#8211; ambas iniciantes já com certa notoriedade &#8211; é Anna Faris e seu excelente <em>timing</em> que sustenta todo o filme. E somente por isso, ela já mereceria melhores papeis em melhores filmes.</p>
<p><strong>Trailer:</strong></p>
<p><strong> <span style="text-align:center; display: block;"><a href="http://cineacaso.wordpress.com/2009/11/25/top-5-2/"><img src="http://img.youtube.com/vi/OVL5Mfgw7Pw/2.jpg" alt="" /></a></span></strong></p>
<p><strong>#Kramer Vs. Kramer</strong></p>
<p>De todos os valores sociais que o Ocidente endossa talvez os mais caros sejam justamente aqueles ligados à família com todos as demandas que condicionam: casamento, amor maternal, monogamia, dentre outros. Conflitos ou sagas familiares sempre renderam boas histórias e mesmo a Bíblia está recheada deles. <strong>Kramer Vs. Kramer </strong>(Estados Unidos, 1979) explora um conflito familiar que corre não no ambiente doméstico e sim em seu lugar de excelência desde a aceitação social do divórico: os tribunais de justiça. Entre advogados e em frente a um juiz os Kramer tentam chegar a um acordo pela guarda de seu único filho. E diferentemente do que poderia parecer a questão vai além de um &#8220;simples&#8221; desquite.</p>
<p>Outrora um dona de casa, Joanna (Meryl Streep) abandonou seu filho e marido para &#8220;se encontrar&#8221;. E se num primeiro momento, Ted (Dustin Hoffman) achou que ela fosse voltar, cada nova dificuldade do papel de pai solteiro reitera a certeza dela. Na ausência da esposa, um novo Ted floresce e ele torna-se mais sensível quanto a parentalidade e necessidades de seu filho. Foi ela quem partiu, mas ele é quem se encontra.</p>
<p>O retorno de Joanna e seu desejo de brigar pela guarda da criança soam como um ultraje ao forte laço que se formou entre pai e filho.  Contudo, seus argumentos no tribunal (apoiados por uma excelente atuação de Streep) conseguem sustentar que talvez ela realmente mereça ter a guarda. Isso que torna  a obra interessante: a despeito de  motivações e interesses, uma disputa em família nem sempre conta com um vilão e um mocinho.</p>
<p>Apesar de Streep estar muito bem em seu papel, o filme é, de fato, de Dustin Hoffman. Todos seus momentos em tela são tocantes e conduzidos sem exageros ou manerismos. Por tudo isso, <strong>Kramer Vs. Kramer </strong>é recomendado àquelas que apreciam um bom drama.</p>
<p><strong>Trailer:</strong></p>
<p><strong> </strong> <span style="text-align:center; display: block;"><a href="http://cineacaso.wordpress.com/2009/11/25/top-5-2/"><img src="http://img.youtube.com/vi/jNLcfJ06y34/2.jpg" alt="" /></a></span></p>
<p>E se eu tivesse que ordená-los:</p>
<p>1º O Diário de Bridget Jones</p>
<p>2º Anastacia &#8211; A Princesa Esquecida</p>
<p>3º Kramer Vs. Kramer</p>
<p>4º A Casa das Coelhinhas</p>
<p>5º Clube da Luta</p>
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